Afrosondagem: quase 80% da população acha que os políticos não ouvem o povo

17/04/2015 07:49 - Modificado em 17/04/2015 07:49

manifestação mindelo2Os resultados apresentados pelo Afrobarometer demonstram que os cabo-verdianos depositam pouca confiança na classe política e que os políticos são avaliados negativamente. Neste estudo, apenas onze por cento sente que os políticos estão preocupados com as necessidades da população.

José Semedo, da Afrosondagem, fez  a apresentação do estudo e diz que do mesmo ressalta que mais de metade da população não está de acordo com os políticos. Mas faz questão de sublinhar, e chama a atenção a isso, o sentimento de atenção que os políticos dispensam às pessoas: setenta e sete por cento da população “sente que os políticos não ouvem o que o povo tem a dizer. E o povo marca o divórcio entre o povo e a classe política”. Sugere que os políticos devem repensar na forma como se têm relacionado com a população.

O estudo mostra ainda que os políticos têm tido mau desempenho no combate ao desemprego, criminalidade, insegurança e desigualdades sociais. Quarenta e quatro por cento (44%) avalia muito negativamente o executivo de José Maria Neves, vinte e três por centro razoavelmente mau e vinte e seis por cento dá nota positiva. O estudo demonstra ainda que as áreas de melhor actuação, segundo os inquiridos, estão nas infra-estruturas, distribuição de água e educação.

José Semedo faz a seguinte análise: “Já temos um Governo no final do mandato, é um recado não apenas para o Governo mas também para quem for eleito e, provavelmente, irão fazer dos programas do Governo as suas prioridades”.

A amostra do estudo é representativa a nível nacional e por meio de inquéritos cara a cara junto dos agregados familiares escolhidos aleatoriamente e contém uma margem de erro de mais ou menos três por cento e um intervalo de confiança de 95 por cento.

  1. OPINIÃO

    Em termos positivos o Governo infraestruturou e de que maneira o País. Mas há outros factores em relação os quais os cabo-verdianos avaliam negativamente o Governo: não conseguiu debelar o desemprego e a pobreza, sufocou os cabo-verdianos de carga fiscal, as riquezas não foram bem distribuidas, nomeadamente o desequilibrio salarial, não conseguiu despartidarizar a máquina do Estado, pelo contrário agravou, o Sr. 1º Ministro conseguiu extinguir o compadrio que impera nas Instituições do Estado…

  2. OPINIÃO DE UM CIDADÃ

    Em termos positivos o Governo infraestruturou e de que maneira o País. Mas há outros factores em relação os quais os cabo-verdianos avaliam negativamente o Governo: não conseguiu debelar o desemprego e a pobreza, sufocou os cabo-verdianos de carga fiscal, as riquezas não foram bem distribuidas, nomeadamente o desequilibrio salarial, não conseguiu despartidarizar a máquina do Estado, pelo contrário, o Sr. 1º Ministro não conseguiu extinguir o compadrio que impera nas Instituições do Estado…

  3. Avelino R. Pina

    Lá isso é verdade. As últimas eleições presidências e o controverso estatuto para a classe política, são exemplos concretos. Nesta última questão, apenas o Presidente da República e a UCID saíram em GRANDE ao renderem-se, completamente, logo após às justas e conscientes manifestações do povo. Os outros dois maiores partidos cabo-verdianos continuam ainda a preocupar-se mais com querelas político-partidárias do que com a defesa dos interesses da nação. Do meu ponto de vista, acho que devem mudar de postura se quiserem, efectivamente, recuperar a confiança deste povo sofredor mas batalhador e determinado na consecução dos seus propósitos.

  4. Maria José

    Afro m… Deve ser Afro-PAICV. Vai a m… Zé Semedo com a tua JHA

  5. OPINIÃO DE UM CIDADÃ

    PARA ONDE FOI O MEU COMENTÁRIO? FOI ENGOLIDO POR UM TUBARÃO?

  6. PraiaMaria

    Os políticos , a maioria não sabem que governar é um intercâmbio entre o governante e a população e , nesta relação o balanço tem que ser/deveria ser positivo .A população deve/ deveria estar em dívida com o governante e não o contrário

  7. Carlos Drummond

    É um drama para Cabo Verde. A frustração dos Deputados que foram obrigados a marcar passo, que foram obrigados a tomarem consciência que o seu poder não é ilimitado e que também o mesmo pode cegar e corromper é enorme.A degradação nas relações entre cidadãos e políticos é uma realidade. A pergunta é como contornar esta situação?Os Deputados em questão podem julgar também que “OS DEPUTADOS UNIDOS NUNCA SERÃO VENCIDOS” e caírem na tentação de vingarem do povo utilizando meios, subterfúgios e outras artimanhas nao democráticas. Contudo tal seria uma política de avestruz, um deslize para o abismo e quanto mais agora que o demónio saiu da garrafa e não é mais possível conte-lo aí. Doutro lado esta “casta política, arrogante, barriguda e milionária” que surgiu nas ultimas décadas tambem não estará disposta a abdicar das suas regalias. Os jovens parecem estar mais conscientes da sua situação de enteados e exigem emprego e nao “jobs for de boys/girls” e oportunidades para todos. Tal tambem é uma fata morgana na conjuntura económica nacional e em especial mundial.Um verdadeiro impasse para uma jovem Republica. Utópicamente perguntar-se-à : É possivel surgir nestas ilhas uma outra corrente política e ideológica agora que a oposição capitulou?

  8. lili

    Sinceramente …o governo apenas piorou a vida dos caboverdianos. Exige sacrifícios ao povo..ma so Estado é o maior devedor. não devolve o IUR ao povo desde de 2008, a classe política usa e abusa dos parcos recursos do Estado… enfim..quem paga é o coitado e sofredor “povo”

  9. Ema Rodrigues

    O Governo acabou por ser vitima da armadilha que fez. Em 14 anos conseguiu ajudar todos os camaradas incompétentes. Se quis fortalecer o partido acabou por “suicidà-lo”.
    Se continuarmos a pensar “partido” antes de pensar “nação” ninguém se safa.
    A casa não està solidificada e precisa de cuidados técnicos que politicos “de profissão” não podem fornecer.

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