Jenifer Solidade: a trabalhar num projecto que “sou eu”

16/04/2015 08:15 - Modificado em 16/04/2015 08:15
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jenifer solidadeJenifer Solidade, cantora cabo-verdiana nascida em São Vicente, apaixonou-se pela música desde criança e não se arrepende de trabalhar nesta área, porque a música é o seu trabalho, lazer, alívio e paixão. Em 2015, no Cabo Verde Music Awards, a cantora recebeu o prémio de melhor intérprete, com que se sente lisonjeada.

Jenifer Solidade assegura que este ano está a trabalhar num projecto que consiste em “si mesma”, ou seja, pretende lançar um álbum que é sua cara. “Digamos que pretendo trazer músicas que são para ouvir e dançar, do mesmo género do Djack com pequenas observações de situações que acontecem no dia-a-dia”, afirma a cantora mindelense. A mesma assegura que não é fácil fazer um disco em Cabo Verde, porém, tem um produtor que faz com que as dificuldades se tornem pequenas. Mas elas existem, pelo que ou o cantor tem dinheiro ou precisa de um patrocínio, garante a amante da música.

Jenifer escolheu a interpretação das melodias por paixão. Hoje é cantora profissional, mas afirma que em Cabo Verde é difícil viver da música que é mesmo para os persistentes e amantes. Fundamenta que “nós não temos mercado em São Vicente nem em Cabo Verde. Nós temos mercado lá fora. Aqui há um pequeno consumo da música. É como se produzíssemos para o estrangeiro”. Apesar de não haver comércio, a cantora explica que na cidade da Praia a “saúde musical” está um pouco diferente de São Vicente e está mais convidativa, porque “há mais trabalho, pagam melhor e também há mais oportunidades na Praia hoje em dia do que em São Vicente”, refere a cantora mindelense que agradece por todas as oportunidades musicais que têm surgido na sua vida, quer na Praia, quer em São Vicente, Sal, etc.

A vocalista também agradece a confiança naqueles que a escolheram como melhor intérprete de Cabo Verde e garante que “para mim, um prémio é sempre valorização do trabalho feito e ter ganho significa que estou a fazer um bom trabalho e que estou no bom caminho. É gratificante trazer um prémio para casa (São Vicente)”. A cantora dedica o prémio a todos os que a ouviram, ensinaram, apoiaram, encorajaram para que seguisse em frente e trabalhasse a voz. Dedica-o ainda à “ilha de São Vicente que me inspira e à ilha do Sal, onde comecei. À minha família, amigos aos músicos e à produtora Harmonia”.

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