Rússia levanta interdição de venda de sistema anti-míssil ao Irão

15/04/2015 08:42 - Modificado em 15/04/2015 08:42
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iraoO Presidente russo, Vladimir Putin, assinou uma lei suspendendo a proibição da entrega de sistemas anti-míssil S-300 ao Irão que tinha sido decretada em 2010.

A Rússia diz que cancelou um contrato para o sistema avançado anti-míssil em 2010 sob pressão de países ocidentais por causa das sanções das Nações Unidas ao Irão devido ao seu programa nuclear (que Teerão nega ter fins militares, embora muitos países temam que a finalidade seja a de chegar a armas atómicas). Na sequência deste cancelamento, foi assinada pelo então Presidente Dmitri Medvedev uma lei que proibia o envio deste armamento para o regime de Teerão.

Mas depois de um acordo de princípio entre o grupo 5+1 (os cinco membros do Conselho permanente do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Reino Unido, Rússia, China e França – e a Alemanha) e o Irão, há duas semanas, Moscovo levantou a proibição do envio feita após o cancelamento do contrato em 2010. Este será um primeiro passo para permitir um novo acordo – caso este aconteça, o sistema poderá ser rapidamente enviado, segundo a agência de notícias russa Interfax.

O Kremlin anunciou que suspendia a proibição pouco depois de ter referido um acordo com o Irão de troca de bens por petróleo, que entrou recentemente em vigor– da Rússia saem cereais, equipamento e materiais de construção em troca de crude iraniano. O vice-primeiro-ministro Sergei Riabkov disse que esta troca “não é proibida nem limitada no actual regime de sanções”.

São sinais, sublinha a agência britânica Reuters, que mostram o desejo da Rússia aproveitar o levantamento de sanções caso o acordo de princípio se transforme num acordo definitivo até Junho, posicionando-se para ficar à frente de negócios com o Irão.

A questão de quando serão levantadas as sanções provocou, entretanto, declarações contraditórias do Irão e dos Estados Unidos.

Enquanto o mais alto responsável iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, disse que uma vez assinado o acordo todas as sanções deveriam ser imediatamente levantadas, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, garantia que o que ficou combinado foi um levantamento parcial.

 

publico.pt

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