Augusto Neves: “Não se pode tratar o país como um todo homogéneo”

15/04/2015 08:02 - Modificado em 15/04/2015 08:02
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DCIM102MEDIAMindelo comemora 136 anos da sua elevação à categoria de cidade. E para marcar a data, a edilidade promoveu uma sessão solene nos Paços do Concelho. O acto foi presidido pelo Ministro do Ensino Superior, António Correia e Silva. Foi um momento de reflexão sobre a cidade e os passos que o país tem dado no que tange à questão da regionalização.

A regionalização foi a reflexão do Presidente da CMSV, Augusto Neves. De momento, decorre a cimeira sobre a regionalização na capital do país. Para Baltasar Ramos, vice-presidente da Assembleia Municipal, é uma feliz coincidência”. Neves retratou os benefícios que, a seu ver, a regionalização pode trazer para o país.

“Não se pode tratar o país como um todo homogéneo”, defendeu Neves, vislumbrando aspectos positivos na questão da regionalização, tanto a nível económico como a nível governativo. “A regionalização teria efeitos positivos no campo da transparência e proximidade entre os actores sociais e económicos, tornando o governo regional mais próximo das necessidades locais, promovendo uma relação de confiança entre todos os actores”. Esta é a solução para o país, segundo os argumentos apontados pelo edil mindelense.

O Ministro, por seu lado, propôs uma vista ao passado numa continuação do desenvolvimento da ilha. “Podemos, a partir da história do Mindelo, torná-la mais atractiva, pedagógica e turística”. Correia e Silva defende que o passado pode ser um capital para o investimento “na criação consciente de estratégias para um futuro mais próspero”. E, nesta óptica, sugere que os governos, local e nacional, possam trabalhar para tomarem medidas profundas para a recuperação e preservação do património local.

A curadora Marina Ramos já tinha defendido, na sua intervenção, que a cidade é um grande monumento e que cada um deve ser um curador no sentido de preservá-la.

O Ministro, na óptica de ir ao passado, diz que neste sentido, o Governo instalou o epicentro do cluster do mar na ilha “numa opção consciente de valorização dos recursos e atributos da ilha”.

DCIM102MEDIAProtocolo para preservar e divulgar o espólio de Aurélio Gonçalves

A Câmara Municipal de São Vicente e a Cátedra António Aurélio Gonçalves da Universidade do Mindelo assinaram um protocolo de cooperação com o objectivo de promover a divulgação da literatura cabo-verdiana, particularmente o trabalho literário de António Aurélio Gonçalves.

Para Juscelino Dias, Presidente da Cátedra, “a assinatura do protocolo é um compromisso de reconhecimento do papel que Aurélio Gonçalves teve enquanto estadista da cultura, da literatura e da crítica”.

E já justifica o protocolo que se insere na necessidade do Município perseverar o espólio de Aurélio Gonçalves, bem como a sua colocação à disposição dos académicos e investigadores.

Das responsabilidades partilhadas, o Município vai colocar à disposição da Cátedra o espólio de Aurélio Gonçalves e todos os seus pertences. E caberá à Cátedra perseverar o espólio e promover e divulgar o seu trabalho literário.

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