JMN não se vai demitir. “A manchete do Jornal ‘A Semana’ sobre a saída do Primeiro-Ministro do Governo é falsa”

6/04/2015 08:00 - Modificado em 6/04/2015 08:00

jmn recandidatura 2013Na sua página do Facebook, o Primeiro-Ministro José Maria Neves, afirma que não se vai demitir, ao escrever que “a manchete do Jornal ‘A Semana’ sobre a saída do Primeiro-Ministro do Governo, se o Presidente da República vetar o novo Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos, é absolutamente falsa, já porque seria uma forma ilegítima de pressionar o mais Alto Magistrado da Nação, uma vez que o diploma é da iniciativa do Parlamento e não do Governo”.

Na sua última edição, o Jornal Asemana defendeu que “José Maria Neves está a preparar a sua saída do Governo” e adianta, sem citar fontes, que o PM via ter o cuidado de “deixar todos os ministros no seus postos para que possam dar continuidade ao programa de Governação do PAICV. O semanário tem a certeza que “Neves só o fará depois de conhecer o veredicto do PR sobre o novo estatuto dos Titulares de Cargos Políticos”. Mas José Maria Neves, sem a necessidade de recorrer a um constitucionalista, nem tão pouco dar lições sobre o parlamentarismo mitigado que caracteriza o nosso sistema, desfaz a pretensão do jornal Asemana com um simples post: “já porque o diploma é da iniciativa do Parlamento e não do Governo. Sendo assim, o veto do PR não atinge em nada o Governo nem tão pouco belisca o Primeiro-Ministro”. Por isso, fontes do palácio da Várzea consideram que “estamos na presença de mais uma peça de uma grande teoria da conspiração que tomou conta do PAICV por estes dias e que agora visa atirar o PM contra o PR”. Próximos de JMN dizem que o mesmo foi claro sobre esta matéria ao afirmar que “a proposta foi corajosa e feita com transparência” não se posicionando sobre o assunto.

Por isso, consideram que o assunto que nos últimos dias tem vindo à baila como “demissões do PM, dissolução do Parlamento, moção de confiança” não passam de conspiração. Isto porque consideram que não há nenhuma crise institucional visto que todos sabem que cabe ao PR fazer uma das três coisas: promulgar o diploma, pedir a fiscalização constitucional ou vetar. Qualquer que seja o instrumento escolhido, haverá uma resolução no quadro institucional competente.

Mas os próximos de JMN defendem que, de facto, existem problemas no PAICV e, nesse sentido, o PM já criticou a direcção do seu partido “por não ter respeitado os consensos obtidos”. Também constatou a presença de dirigentes da JPAI nas manifestações contra os estatutos. Mas não se sabe se ele ainda tem poder para se colocar entre a guerra que estalou entre “a direcção do PAICV, com a presidente na primeira linha, por um lado e o grupo parlamentar dirigido por Felisberto Viera por outro”. Mas este é um problema que o PAICV vai ter de se habituar, pois, “sempre que o Filu perde uma eleição interna, ele tenta criar o seu PAICV com as consequências que se sabe”.

  1. Celina Fortes

    30 de Março de 2015. Mês de Março, mes de teatro. Tudo isto que aconteceu nao passou de uma peça de teatro, uma peça tragico-cômica com nuançes de melodrama.
    Reacções patéticas fazem parte desta cena. [ “A vida é como um teatro: você entra, participa, sai, mas a “peça” continua em cartaz.”]
    Portanto para quê abandonar o barco se a peça vai continuar.
    Muitos dos que aí ainda estão decerto que já enriqueceram. Já colocaram os seus filhos, mulheres, maridos e familiares em diversas posições, já distribuíram as bolsas de estudos,enfim já estão mais ou menos materialmente realizados.
    Os que depois virão vão ter a preocupação de imitar o que os seus antecessores fizeram e o mais rápido possível pois sabem que a qualquer momento pode acontecer um tsunami politico. Portanto pensemos bem antes de forçarmos uma mudança pois somos um País pobre, não temos tanta riqueza para distribuir como muitos julgam.
    A maioria dos políticos que aí se encontra “arrumou-se bem” e já tem uma experiência de que tudo muda e que os cidadãos estão agora mais atentos. Um “30 de Março ” pode acontecer a qualquer momento. Uma indesejável “Primavera Crioula” está sempre espreitando nestes tempos de instabilidade social.
    Além disso como citei anteriormente: [“A vida é como um teatro: você entra, participa, sai, mas a “peça” continua em cartaz.”]
    Portanto para quê abandonar o barco se a peça vai continuar?

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