Manifestação Estatuto Titulares de Cargos Políticos: Primeiro-ministro fica em cima da parede

1/04/2015 08:15 - Modificado em 1/04/2015 08:15

JMNevesJMN desta vez optou por ficar em cima da parede. Atitude pouco usual num politico conhecido pela sua temeridade politica e capacidade de virar a seu favor até o impossível . Que passa José ?  Culpas no cartório ?

O Primeiro-ministro José Maria Neves, durante o Jornal da Tarde da RCV, manifestou a sua posição em relação à manifestação popular em vários pontos do país contra o Novo Estatuto de Titulares de Cargos Políticos.

“Mesmo que fosse apenas uma só pessoa, os governantes devem prestar muita atenção às manifestações e a tudo o que os cidadãos dizem. Portanto, vejo com muita serenidade as manifestações e presto atenção ao que foi dito”. Neves reconhece que com a atitude das pessoas vão-se abrir novos cenários para o debate.

“A questão agora é muito mais complexa e ampla”. Durante a entrevista, o Primeiro-ministro optou por não tomar uma posição sobre a manifestação. Tentou explicar mais sobre o documento aprovado.

Um dos itens de desagrado das pessoas foi o aumento do vencimento do Presidente da República. Neves usa o termo actualização. Diz que desde de 1997 que o referido vencimento não é actualizado. “A questão que se coloca é quanto deve ganhar hoje o Presidente da República, da Assembleia, o Primeiro-ministro e que regalias devem ter”.

Para Neves, a proposta foi corajosa e feita com transparência. Mas não se posiciona.

  1. Caus

    O Primeiro-ministro não se posiciona porque tanto ele como os deputados estão completamente desligados da realidade caboverdiana. Os políticos caboverdianos vivem isulados do eleitorado. É praticamente impossível existir, em qualquer mundo democrático, este tipo de concenso. O facto de ter acontecido em Cabo Verde, onde as cores políticas brigão por tudo e por nada, é uma prova verídica desta desconexão entre os políticos e a classe que eles dizem representar.

  2. Aguinaldo Fonseca

    A minha pergunta é:- Quem vai pagar toda essa palhaçada? Cabo Verde engordou-se demais e o que vai acontecer brevemente é um colapso financeiro total como aconteceu com Portugal, Espanha, Itália, etc,etc que também se engordaram demais sem terem possibilidades para tal. Nao só o Estado de Cabo Verde mas também um numero considerável da população vive acima das suas posses e está bastante endividada. Li a maioria dos comentários aqui inseridos mas ninguém aborda este tema que é a meu vêr importantíssimo.
    Todos esses salários, todas essas pensões, todas essas mordomias exageradas, etc,etc, vão arrastar Cabo Verde para um abismo económico, social e financeiro com todas as suas graves consequências e instabilidade social. Não menosprezar o futuro papel deste exercito de jovens formados, inactivos, desencorajados, frustrados e sem nenhuma perspectiva. As revoluções nao sao feitas pelas massas mas sim por uma minoria elitaria e formada que arrasta por simpatia e identificação essas massas. A Primavera Árabe é um exemplo bastante recente. Também a mesma foi renegada pelos políticos e o resultado todos nós já sabemos.
    E o mais caricato de tudo isto é que a população, os cidadãos no geral nao estão conscientes disto ou pelo menos por uma questão de auto-defesa contra a catástrofe que nos espera procuram ignora-la.
    Mas tal atitude e comportamento de avestruz enterrando a cabeça na areia é totalmente desastroso pois queiramos ou não a realidade é esta e não a que eventualmente trazemos na cabeça.

  3. Carlos Fortes

    Os cabo-verdianos já não tinham uma grande confiança nos seus políticos.
    Um ou outro merecia um pouco de confiança. Mas mesmos aqueles que aparentemente davam a impressão de serem mais honestos, pela primeira vez na Historia de Cabo Verde, uniram-se e falaram com uma só voz – a voz da ganância incontrolada, do desprezo pelo povo – pelo que esses, uma minoria, também já perdeu a confiança do povo.
    Perante esta dicotomia entre o povo e os políticos que vai perdurar dezenas de anos e que perseguira os políticos que saíram totalmente fragilizados desta peça trágico-cómica, perguntar-se-à como será este País governado no futuro? Será que tornaremos uma segunda Guiné-Bissau?
    Será que passaremos a ser governados por decreto?
    Os nossos sociólogos, infelizmente a maioria desempregada, tem agora um vasto campo de estudo e investigação. Mãos à obra, pelo menos nem que seja POR AMOR À TERRA!

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