Ex-funcionária da SILMAC confessa ter abusado da fragilidade do sistema para desviar os 12 mil contos

25/03/2015 08:04 - Modificado em 25/03/2015 08:04

SILMACDurante o julgamento, a ex-funcionária da Silmac, Jandira Neves confessou ter abusado da fragilidade do sistema para desviar os 12 mil contos da empresa Silmac onde trabalhava como responsável administrativa. A mesma confessa que tentou parar mas não conseguiu conter o vício.

O 2º Juiz Crime procedeu, nesta terça-feira, à audiência do julgamento da ex-funcionária da Silmac acusada da prática do crime de abuso de confiança e falsificação de documentos. Durante cinco anos, a ex-funcionária conseguiu desviar 12 mil contos da empresa onde tinha a função de administradora.

Jandira Neves diz que transferia quantias mensalmente para a conta bancária dos seus familiares, do marido, das duas irmãs e do pai. De 2007 a 2012, a funcionária conseguiu desviar todo o montante para as contas desses familiares e em nome de vigilantes que já não faziam parte da empresa mas que constavam para o sistema.

Segundo a arguida, o sistema padecia de fragilidades, pois facilitava a transferência para outras contas sem que se se apercebesse. A mesma diz que tentou deixar o vício várias vezes mas não conseguiu e continuava as sucessivas transferências. Contudo, a arguida confessa que realmente fazia as transferências para as contas dos familiares, mas que estes desconheciam o esquema de fraude.

Os familiares da principal arguida também foram constituídos arguidos. O marido, o pai e as duas irmãs de Jandira Neves afirmaram em Tribunal que não sabiam que o dinheiro depositado na conta bancária provinha de desvio da empresa, pois a arguida tinha um vencimento razoável e não desconfiavam.

Para o advogado de defesa da Silmac, os familiares mentiram perante o Tribunal, uma vez que de acordo com as circunstâncias em que ocorriam as transferências, era impossível desconhecer do caso de desvio. Feita a auditoria, foi possível provar todos os desvios perpetuados pela arguida que confessou literalmente o crime de abuso de confiança e adulteração de documentos.

A defesa considera que Jandira Neves agiu de má fé, por isso, não há duvidas que os familiares sabiam que o dinheiro era desviado da Silmac, “pois não cabe na cabeça de ninguém que não sabiam e acabaram por provar limitando-se ao silêncio quando foram questionados”.

Portanto, para a defesa, os familiares não devem ser ilibados do crime porque foram cúmplices e deverão, no mínimo, ser condenados a penas de multa ou ainda penas suspensas.
Quanto à arguida Jandira Neves, a defesa pede que a pena seja severa, no mínimo 6 anos de prisão efectiva e que ainda tenha de pagar uma indemnização.

Para a advogada de defesa da ex-funcionária da Silmac, a sua constituinte “confessou livremente os factos do crime de que é imputada, mas sem querer desculpabilizar a arguida, deve-se também levar em consideração que a empresa tinha um corredor aberto para o desfalque por incumprimento de quem supervisionava os pagamentos, uma vez que se houvesse controlo, não se perpetuava o desvio durante vários anos e o desfalque não seria tanto”.

Para a mesma, o Tribunal deve considerar que a arguida confessou os crimes sem reserva, é mãe de um menor e não tem condições para pagar, por isso, pede que lhe seja aplicada uma pena mínima.

Recorda que a Silmac instaurou um processo disciplinar contra a arguida que desde 2012 foi despedida por justa causa e ainda está interdita de sair do país.

A leitura da sentença será proferida no dia 13 de Abril, às 16 horas.

  1. Contabilista

    Então o sistema possuia muitas fragilidades que possibilitaram os desvios e mesmo assim ela veio a ser apanhada? Acho que as fragilidades eram a longo prazo 🙂

  2. de brava

    como que a familia nao sabia se bu ta acha um denheiro na bu conta e ca bu que deposital bu tem que descubri de onde el sta bem de ceu el ca sta cai tudo ques que staba ta toma denheiro deve pagar mesmo crime quem encobri ladrao e mais ladrao ainda.

  3. Só ela vai pagar?

    Só a Sra. é que é responsável? Estão todos a crucificar a Sra. mas e os dois Directores, o concelho administrativo, o contabilista, sim, agora é director…, os recursos humanos, a empresa de contabilidade que fez auditoria nos cinco anos da macacada? TRIBUNAL. Bom, penso que o novo concelho administrativo vai tomar providencias e responsabilizar pelos danos causados, não só a Sra. e os familiares, mas também toda corja que passou por ali, e que abriram a auto-estrada da Facilidade.

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