Oportunidades de formação no Equador

25/03/2015 07:39 - Modificado em 25/03/2015 07:39

universidade equadorSeis estudantes cabo-verdianos estão de malas prontas para o Equador para darem continuidade aos seus estudos. Vão-se juntar aos outros doze estudantes naquele país. Esta oportunidade de estudo é fruto do acordo de cooperação entre a Uni-Mindelo e universidades equatorianas.

Rosa Elina Pazos, coordenadora do acordo entre as universidades, está na base desta ligação. “Eu propus à Universidade do Mindelo para aproveitar a abertura do governo equatoriano em apoiar países da África. As universidades do Equador estavam muito abertas a este tipo de relacionamento com a África. Apresentei o projecto ao reitor da Universidade do Mindelo indicando que deveríamos aproveitar este projecto e apoiar jovens cabo-verdianos”.

Viajou para o Equador, contactou as universidades e voltou com os acordos assinados por parte das universidades equatorianas. Os primeiros acordos foram assinados em 2010. No primeiro ano foram disponibilizadas trinta bolsas de estudo, “mas não foram aproveitadas porque as pessoas não tinham conhecimento”.

No terceiro ano, como diz a coordenadora, houve uma mudança no processo de admissão. Agora, os alunos têm de fazer uma prova de acesso. A universidade abriu o curso pré-universitário, “como preparação básica para os alunos”. Como critério de selecção, os alunos precisam de ter média superior a quinze valores e uma formação em língua espanhola e sobre a cultura equatoriana.

“O balanço é muito positivo”. “Há uma responsabilização por parte das universidades equatorianas e temos o registo das notas dos alunos no final de cada semestre. Há um acompanhamento por parte do departamento de relações internacionais da universidade”. E acrescenta, uma boa integração dos alunos que “estão a viver em zonas costeiras com clima parecido com o de Cabo Verde o que permite uma adaptação mais rápida”.

“Desde que o projecto começou, abrimos todos os anos, o pré-universitário. A adesão não tem sido grande, mas o objectivo é continuar e temos um acordo que se renova a cada três anos e o último foi assinado em 2014. Se tudo correr bem, continuaremos a assinar o acordo cada três anos”. Diz que o protocolo também é positivo para as universidades equatorianas na medida que lhes permite conhecer outras vivências e também uma forma de internacionalizarem as suas universidades. É “positivo porque está ajudar os jovens a fazerem a sua formação e será uma mais-valia para o sector da saúde de Cabo Verde”.

O apelo que a coordenadora faz é que o Governo possa apostar mais nesta parceria. “Não são todos os países que dão esta abertura gratuita a um outro país e mesmo que estejamos no outro lado do mundo, se apostarem nesta parceria com o Equador, teremos mais pessoas a formar-se em medicina e noutras áreas”. Espera que o Governo, através da Uni-Mindelo como elo, possa abrir mais janelas de possibilidades para os jovens.

Neste momento, os doze cabo-verdianos frequentam a Universidad Laica Eloy Alfaro de Manabí e a Universidade Técnica de Machala.

  1. Djê Guebara

    Boa sorte para todos os estudantes que cualificaram para a bolsa de estudos em Ecuador. Pois a razão è que a minha mulher aqui em a Florida è natural de Ecuador nascida em Guayaquil mais temos um filho que vive ali na provincia donde vão os meus paisanos para a provincia de Manabi, el vive em Porto Viejo. Pais bonito y maravilhoso, boa gente de muitas garotas bonitas. Saudades fraternais.Dje Guebara.

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