Desemprego diminui 0,6 por cento

25/03/2015 07:33 - Modificado em 25/03/2015 07:33

INEO INE apresentou os resultados do Inquérito ao Emprego referente ao ano 2014. Dos dados apresentados, o desemprego diminuiu no país 0,6 pontos percentuais em 2014. Em 2013 a taxa de desemprego nacional era de 16,4 por cento e agora, regista 15,8 por cento. Segundo dados do INE, apesar de ter diminuído o número de desempregados, aumentou o número de pessoas inactivas.

Segundo os resultados obtidos, a taxa de actividade a nível nacional é de 58%, tendo diminuído dois pontos percentuais (p.p) em relação a 2013. Notam-se discrepâncias significativas por meio, residência, sexo e concelho. Com efeito, observa-se que a taxa de actividade é mais elevada no meio urbano (64%) do que no meio rural (45%), com uma diferença de cerca de 19 p.p. A taxa de ocupação diminuiu igualmente, passando de 50,3% em 2013 para 48,8% em 2014.

Em São Vicente que apresentava uma das maiores taxas de desemprego em 2013, houve uma diminuição. Como diz o técnico do INE, em 2013 havia cerca de oito mil desempregados e agora rondam os quatro mil.

Se o desemprego diminuiu, as pessoas inactivas aumentaram. Há como um desencorajamento na procura de emprego. “Não há emprego de qualidade”, é uma das respostas evidenciadas pelo INE.

Os resultados estão expostos para a análise no site do INE.

  1. Celeste Ferreira

    Começo por dizer que sou um leigo na matéria de estatísticas e quanto mais as que sao fornecidas e interpretadas em Cabo Verde.
    Mas como vivo num País com uma outra cultura, a anglosaxonica, tenho uma certa curiosidade e interesse pelos dados estatísticos.
    Agora nao compreendo por que os indivíduos que estao desencorajados nao estao incluídos
    na lista dos desempregados.
    Qualquer cego pode vêr e constactar que o número, em especial de jovens desencorajados é enorme. Não só o exercito de jovens que saem das universidades e liceus mas tambem das outras classes sociais e profissionais está desencorajado e as perspectivas sao infelizmente pouco encorajadas dentro do contexto economico nacional e mundial.
    Essas estatísticas parecem ser encomendadas pelas pessoas ou organizações que já de antemão ditam o resultado e baseando neste caso na afirmação que “estamos blindados contra a crise” e portanto o desemprego, queiramos ou não, está também a diminuir resultado do esforço do governo. Neste aspecto os privados que devem gerir e criar empregos têm neste momento uma outra ideia e visao e nao a miragem que os pseudo técnicos do INE nos apresentam.

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