Homicídio: Dionísio dos Santos condenado a 18 anos de prisão

24/03/2015 07:44 - Modificado em 24/03/2015 07:44

prisão9Dionísio dos Santos, autor do crime de homicídio ocorrido em Março de 2014 na zona de Vila Nova, foi condenado a uma pena de prisão de 18 anos e ainda terá de pagar uma indemnização de mil contos aos familiares da vítima, Alcione da Luz.

O arguido foi condenado a uma pena de 18 anos de prisão por ter assassinado à facada a sua ex-companheira Alcione da Luz. O arguido estava a ser acusado do crime de homicídio simples que vai de 10 a 15 anos de prisão, mas a pena agravou-se uma vez que foi enquadrado no crime de violência baseada no género, devido às frequentes agressões físicas e verbais contra a sua ex-companheira.

O caso ocorreu no dia 1 de Março de 2014, na zona de Vila Nova, duas semanas após terem terminado a relação e a vítima resolveu abandonar a casa onde viviam juntos. Ainda de acordo com as testemunhas, o arguido perseguia a vítima.

Alcione da Luz foi atingida nas costas com uma faca de 11 centímetros. Segundo as autoridades médicas e a Polícia Judiciária, a causa da morte da vítima foi uma grave lesão nos pulmões, seguida de um choque hipovolémico. As autoridades revelam que a vítima não tinha como sobreviver, pois uma das facadas desferidas pelo autor do crime foi fatal.

“A facada que atingiu o lado esquerdo das costas e que penetrou nos pulmões da vítima provocou a sua morte. A cidadã teve um vazamento de ar para fora do pulmão, o que provoca um colapso circulatório, seguido de morte, pois o coração e os vasos sanguíneos são empurrados quando o ar ocupa o tórax, situação a que damos o nome de pneumotórax”.

A vítima de 24 anos deixou três filhos, sendo os dois últimos, filhos do arguido.

Durante o julgamento, o arguido não se lembrou dos factos o que levou o Juiz a acreditar que supostamente no dia do homicídio, o agressor poderia estar sob o efeito de bebidas alcoólicas.

Segundo consta dos autos, o arguido assassinou a vítima movido por ciúmes, uma vez que esta queria terminar a relação que não andava bem.

Para o Tribunal, o arguido agiu de caso pensado, uma vez que levou consigo a faca, a arma do crime e agredia frequentemente a vítima, pois “o caso é dramático, porque tirou a vida da jovem deixando os filhos desamparados”.

  1. Ema Rodrigues

    Ter ingerido bebidas alcoolicas é uma ciscunstância agravante e tudo leva a crer que o crime foi pensado jà que uma faca não é um adorno mas um instrumento que levou para os fins calculados.
    A uma pessoa destas devia-se até, retirar-lhe a paternidade dos filhos e aplicar a pena màxima prevista poor lei, além de coima a entregar aos descendentes.
    Seria exemplo.

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