Imbróglio: O director de cadeia que virou recluso e depois director

30/07/2012 01:25 - Modificado em 30/07/2012 01:25

Manuel Cândido foi destituído do cargo de director da Cadeia de São Vicente por suspeita de conceder regalias a determinados reclusos. O agente prisional foi acusado do crime de corrupção passiva e detido em prisão preventiva por um período de cinco meses. Cândido requereu a uma acção judicial para provar a sua inocência que defendia desde do início do caso. Por sua vez o juiz que enviou-o para a prisão preventiva mandou arquivar o processo por falta de provas . Mais :ordenou que este retome as suas funções no presídio, onde passou de director a recluso e teve partilhar espaços da cadeia, com o refeitório e pátio com reclusos, que antes estavam sob a sua tutela. Apenas uma trapalhada?

 

O ex-director da Cadeia de São Vicente foi colocado em liberdade, na sexta-feira, 27, após passar cinco meses em prisão preventiva. Manuel Cândido, juntamente com dois membros da antiga direcção e três reclusos foram indiciados do crime de corrupção por suspeita de ligação a um esquema de corrupção instalado no presídio. Os acusados requereram uma audiência contraditória preliminar com o juiz que presidia o caso, para contestarem os factos da acusação.

A ACP foi realizada com a presença dos seis cidadãos e cerca de 80 testemunhas, que englobavam agentes prisionais e reclusos. No final desta sessão o magistrado mandou arquivar o processo, porque nenhum dos factos que estavam na acusação que recaia sobre os ex director da Cadeia de São Vicente e os restantes intervenientes do processo ficaram provados A decisão do juiz levou em conta as contradições que o tribunal obteve entre aquilo que as testemunhas da acusação disseram na fase de instrução e aquilo que pronunciaram na ACP.

 

Inocência

Mas a verdade é que, Manuel Cândido, desde início do caso dizia estar a ser acusado de um crime que não cometeu e agora foi absolvido pelo magistrado, que na fase de interrogatório decretou a sua prisão preventiva. Cândido comeu o pão que o diabo amassou após ser detido no presídio, onde passou de director a recluso para partilhar espaços da cadeia, como o refeitório e pátio com reclusos, que antes estavam sob a sua tutela.

O agente prisional esteve detido por nove dias na Cadeia de São Vicente, até ser transferido para a Cadeia de São Martinho, na ilha de Santiago. Foi transferido no dia 19 de Fevereiro, porque a sua advogada havia declarado que Manuel Cândido tinha a sua integridade física em risco ao partilhar os mesmos espaços, com reclusos que até Janeiro estavam sob sua jurisdição. O ex director ficou detido em São Martinho por um período de cinco meses, até ser restituído a liberdade.

 

Xeque-mate

Para além da absolvição do agente prisional, o juiz reiterou que Cândido deverá retomar as funções de director da Cadeia de São Vicente, uma decisão que entra em choque com o processo disciplinar instaurado pelo Ministério da Justiça que culminou na sua suspensão temporária. Mas a advogada de Manuel já havia interposto um recurso de contestação e agora com o arquivamento do processo irá pedir a revisão dos factos no processo disciplinar para que o agente prisional retome as suas funções no presídio onde foi director e passou nove dias detido por um crime que não ficou provado que cometeu. Agora pergunta-se quem tramou Manuel Cândido?

 

  1. Cidadao

    senao uma certeza, duvida-se que esse Cidadao retomarà as suas anteriores funçoes jà que o proposito da acusaçao era mesmo libertar dele pq talvez è mais um que defende ideias e nao tem medo de dizer o que pensa naquele pais de …

  2. MJS

    Está mais do que provado, de que em Cabo Verde, só os “ladrões de galinha” vão para a cadeia. No que se refere aos arguidos com processos de corrupção e principalmente quando há traficantes envolvidos no esquema , o processo ou os processos são arquivados por falta de prova!!!! Será que os magistrados têm medo dos traficantes ou será que são também uns autênticos corruptos? Com base no despacho do JUIZ sugeria aos arguidos que exigissem uma indemnização por injúria e difamação.

  3. Tud t tcheca bzot

    Esse terra é sabe pa.bzot t faze cosa.

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