Zezinho Catana conhece hoje o veredicto do juiz

20/03/2015 00:01 - Modificado em 19/03/2015 21:23

juizPerante a ausência de provas durante o julgamento de Zezinho Catana que o pudessem implicar na morte de Alice dos Reis e Maria Chandim, ficou registado o esforço do Juiz do 1º Juízo do Tribunal de São Vicente em apurar a verdade. E, neste sentido, travou uma série de “diálogos” com Zezinho Catana que, se calhar, são insuficientes para o condenar. A leitura da sentença de Zezinho Catana será proferida hoje, 20 de Março de 2015.

Com o quadro jurídico que revela falta de provas que levem à condenação do arguido Zezinho Catana, alguns entrevistados concordam com a justiça. Assim, Maria Paula Fortes diz estar do lado da justiça. Neste caso, concorda com a defesa de Zezinho Catana que alega a absolvição do arguido, uma vez que não houve provas produzidas durante o julgamento, não existe a arma do crime, nem o corpo da vítima. Benvindo Lopes assegura que o Tribunal está a fazer o seu trabalho e que se deve respeitar a justiça, sendo o arguido Zezinho Catana absolvido ou condenado pelo homicídio de Alice dos Reis e Maria Chandim. É o “in dúbio pro réu” e, lamentavelmente, não há muitas voltas a dar. Se não há corpo, não há arma do crime, não há testemunhos convincentes, apesar de ter havido crime, não há condenação. Somente as ditas confissões de Zé Catana não provam nada. É a Lei …” refere o entrevistado.

Com a falta de provas existem  que apontam o dedo à médica que não solicitou a autópsia e há quem argumente que isso se deve à falta de fiscalização inexistente em Cabo Verde, desde as empresas particulares até ao Tribunal e acrescente que “a médica que fez o relatório da autópsia deveria responder também em Tribunal porque são muitas que não sabem o que fazer com um relatório”. Porém, Roxana Aguilera afirma que a verdade poderia ser reposta e questiona: “Podem mandar exumar ou desenterrar corpos e estes serem autopsiados?”. E acrescenta que será uma forma de obter provas para que a culpa não morra solteira.

Adilson e Ardilase Dias concordam que o Zé Catana deu baile ao Tribunal, ou seja, gozou com a cara de todos, isto porque o arguido sabe o que deve dizer à frente do meritíssimo Juiz, para não se “ferrar”. Dias acrescenta ainda que mesmo que seja feita justiça, não entende como este tenha assumido a culpa na Polícia Judiciária (PJ) e depois, alegue que foi obrigado ou espancado para confessar. Desta forma, até o trabalho da PJ é colocado em causa. Genro de Maria Chandim, José Andrade, diz que é lamentável a postura de Zezinho Catana em Tribunal e o arguido está a contribuir para a difamação da justiça cabo-verdiana. José Andrade culpa a postura da médica, mas disse que “espero que seja feita justiça e que Zezinho Catana seja condenado”.

  1. MINDELO

    Deixem o homem em liberdade…

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