Ataque do EI contra ‘yazidi’ pode ser genocídio

19/03/2015 20:23 - Modificado em 19/03/2015 20:23
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estado islamicoUm relatório da ONU esta quinta-feira divulgado indica que os ataques no Iraque do movimento extremista Estado Islâmico (EI) contra a minoria ‘yazidi’ “podem constituir um genocídio”. O relatório enumera os crimes do EI desde junho passado: assassínios, torturas, violações e recrutamento de crianças “contra numerosos grupos étnicos e religiosos no Iraque, alguns das quais podem constituir um genocídio”, indicou o Alto Comissariado da ONU dos Direitos Humanos, em comunicado.

“O esquema manifesto dos ataques contra os ‘yazidis’ indica a intenção do EIIL (Estado Islâmico no Iraque e no Levante, antiga denominação do EI) de destruir os ‘yazidis’ enquanto grupo”, acrescentou. De acordo com os investigadores, “isto sugere fortemente que o EIIL poderá ter cometido um genocídio”. O documento dos investigadores enviados para a região pelo Alto Comissariado apoia-se no testemunho de mais de 100 pessoas, que presenciaram ataques no Iraque.

Todos os crimes descritos no relatório podem constituir violações do direito internacional sobre direitos humanos e direito humanitário, de acordo com os peritos. Os relatores denunciam também o “tratamento brutal” infligido a outros grupos étnicos, como cristãos, turcomanos, sabeus, mandeus, ‘kaka’e’, curdos e xiitas.

cm.pt

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