Aliados de Lula no banco dos réus

30/07/2012 01:07 - Modificado em 30/07/2012 01:07
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Sete anos depois de ter abalado o Brasil e quase provocado a queda do presidente Lula da Silva, o ‘Mensalão’, o maior escândalo de corrupção da história recente do Brasil, começa quinta-feira a ser julgado no Supremo Tribunal Federal. Lula, apesar de não estar sentado no bando dos réus, será a figura central do processo.

 

Alegando na altura não saber de nada e ter sido traído por aliados, Lula escapou às acusações e agora diz que o ‘Mensalão’ nunca existiu. Mas, mesmo não correndo o risco de ser condenado, o ex-presidente está apreensivo com o julgamento, que pode afectar o seu futuro político e prejudicar a imagem do PT.

No processo principal, com quase 60 mil pá-ginas, constam 38 réus e centenas de testemunhas, de acusação e defesa. Na lista de acusados, além de Jefferson e do publicitário Marcos Valério, criador do esquema, está toda a cúpula do PT na altura, nomeadamente José Dirceu, então ministro da Presidência, o presidente do partido, José Genoíno, e o tesoureiro Delúbio Soares.

Segundo a acusação, o ‘Mensalão’ consistia no desvio de avultadas verbas de empresas estatais através de contratos sobrevalorizados. Esses milhões eram distribuídos em pagamentos mensais a deputados e outros aliados para garantir fidelidade a Lula. A defesa alega que tudo não passou de uma invenção para derrubar o presidente.

PRESSÕES SOBRE JUÍZES

Preocupado com o impacto negativo do caso, Lula da Silva tentou, sem sucesso, pressionar os juízes do Supremo Tribunal Federal para adiar o julgamento. Segundo a revista ‘Veja’, o ex–presidente terá visitado pelo menos cinco juízes para lembrar a “inconveniência” de remexer no caso, ainda para mais em ano eleitoral, e chegou a chantagear um deles, Gilmar Mendes, ex-presidente daquele órgão, ameaçando revelar a suposta ligação do magistrado a um famoso corrupto se o julgamento não fosse adiado. Mas as pressões não surtiram efeito, e os juízes fazem agora questão absoluta de julgar o caso para provarem a sua idoneidade e a seriedade do Supremo Tribunal.

 

 

 

 

 

cm.pt

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