Os equívocos de Zezinho Catana: porque é que ele esteve sempre na cena do crime?

17/03/2015 08:07 - Modificado em 17/03/2015 08:17

cena crimeÉ quase certo que Zezinho Catana não será condenado pela morte de Maria de Chandim. Mas também é certo que o arguido, ao responder às perguntas do juiz, deixou muitas dúvidas. Dúvidas essas que poderiam ter sido respondidas logo a seguir à morte de Chandim.

Mas a PJ, na altura, mesmo com a certidão de óbito a dizer que a morte foi natural, acreditou que a peixeira foi assassinada. E, neste sentido, abriu um processo, mas o único suspeito investigado foi um filho de Chandim que sofre de esquizofrenia. O NN sabe que os familiares nunca falaram no nome de Catana e muito menos que este tinha sido acolhido por Maria e que dormia em sua casa. Por isso, o suspeito não foi investigado na altura. A presença de Catana no cenário do crime foi revelada por este online quando estabeleceu a relação entre o triângulo Alice/Chandim /Catana depois do assassinato, na cidade da Praia, de José dos Anjos. Perante as perguntas do juiz e as respostas do arguido ficou-se a saber que há situações que este não consegue explicar. Por exemplo, neste diálogo:

– O senhor dormiu em casa da Maria de Chandim na noite em que ela morreu?

– Dormi.

– Mas não sabia que ela estava morta?

– Como é que sabia?

– Ela estava deitada num colchão juntamente com o filho Adilson. Quando me aproximei, ele ameaçou-me e, como ele tem o problema que tem, não me aproximei.

– No outro dia, o senhor foi dormir em casa de Maria?

– Não.

– Porquê?

– Fiquei a andar pela cidade e não voltei.

O certo é que Zezinho Catana só voltou a essa casa no sétimo dia após a morte de Chandim. E, de acordo com os familiares, ele tentou-lhes mostrar que teria sido o Adilson a matar a mãe. E assim, fica-se sem saber porque é que Zezinho Catana que não tinha onde dormir, não voltou mais ao único lugar onde tinha um tecto para se abrigar. E isto logo a seguir à noite em que a sua protectora foi morta. Outro facto relevante: o corpo de Chandim foi encontrado 48 horas depois. Onde estava Zezinho?

Algum tempo depois, o arguido vai para a Praia, para fugir ao “caço body” em São Vicente e, desta vez, confessa que matou o seu protector: um homem chamado José que lhe deu abrigo em sua casa quando ninguém o ajudou. Assim como Maria Chandim fez . Isto não prova nada. Mas são muitas coincidências!

  1. Djê Guebara

    Todas as provas conduz ao monstro de Catana ao crime, mais como temos juizes imcopetentes en caboverde se demostra uma vez mais que os criminosos sabem como sair livres de acusação de um crime. Bolas de negros imcopetentes, os negros somente sirvem para ser escravos e basta.

  2. Alex Lima

    Senhor Jornalista
    Chandim é o marido de Maria e ainda ele esta vivo e de boa saúde, pois tenha cuidado ao mencionar so essa alcunha para Maria.

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