Escola Técnica do Mindelo não paga salários aos funcionários dos serviços gerais

16/03/2015 02:05 - Modificado em 16/03/2015 02:05

COOKIE2A falta de pagamento das propinas tem deixado os funcionários dos serviços gerais da Escola Técnica sem salários. Os funcionários auxiliares não têm data certa para receberem os seus vencimentos e estão, até agora, sem receber o salário do mês de Fevereiro, tudo por causa da falta de pagamento das propinas.

A Escola Técnica do Mindelo tem tido várias dificuldades para arcar com o pagamento dos salários dos funcionários dos serviços gerais, uma vez que o pagamento do vencimento depende do pagamento ou não das propinas.

Como justificação para o atraso no pagamento,  António Delacth Mendes, Director da Escola Industrial e Comercial do Mindelo Guilherme Dias Chantre, esclarece que os pagamentos dos salários são efectuados com a regularização das propinas e tem havido alguma dificuldade nesse sentido.

O mesmo reconhece a irregularidade no pagamento das mensalidades dos funcionários e adianta que tudo deriva da falta de pagamento das propinas, pois “os encarregados de educação têm tido alguma dificuldade em pagar as prestações que estão estipuladas”.

Para resolver a situação, o Director afirma que juntamente com os pais, vão fazer de tudo para ver a melhor forma de regularizar a situação o mais brevemente possível.

Segundo os funcionários, as irregularidades no pagamento dos salários são constantes, uma situação incontornável, sobretudo para os chefes de família que devem arcar com as despesas e responsabilidades. Sabe que os funcionários receberam o salário do mês de Janeiro a 19 de Fevereiro e até agora não receberam o vencimento do mês de Fevereiro e não têm data para recebê-lo.

Para uma das funcionárias, a situação é de desespero porque tem filhos a estudar, o aluguer da casa por pagar e duas facturas de electricidade atrasadas e teme que a Electra corte o serviço por falta de pagamento. Desesperada, a entrevistada acrescenta: “o nosso vencimento não deve depender do pagamento ou não das propinas. É uma questão de várias vidas humanas que, de uma maneira ou de outra, dependem do dia de trabalho para sobreviverem”.

Os funcionários dizem que não suportam os sucessivos atrasos e clamam pela regularização do pagamento dos salários e dizem que a situação desregula a vida do funcionário com filhos para criar.

De acordo com os funcionários, a situação já é do conhecimento do Sindicato dos trabalhadores que está a trabalhar para encontrar uma solução. Mesmo assim, os mesmos apelam a uma breve intervenção do Governo para a resolução da situação.

  1. CidadaoCV

    Mas isto não pode acontecer. Se a Escola não recebe as propinas, os funcionários não recebem salários? Que tipo de gestão é esta? Fui aluno da EICM, e a “tradição” era não pagar propina. Antigamente pagava-se uma “bacatela” de propina, e muitos, (a maioria?) quase nunca pagava propina e nunca um “funcionário dos serviços gerais” ficou sem salário por causa disto. O Sr. Director não está a receber normalmente o salário dele? … “Coitado, coitadinho, coitadíssimo” do coitado! ….

  2. Paulo Ferro

    Realmente ultrapassa o Director da Escola já que ele não é culpado de ter uma SOCIEDADE com poder de compra reduzido dado as Más Politicas Económicas desse GOVERNO. Por mais Criativa e Dinâmica que vc seja não consegue resolver todos os problemas de uma Instituição embora acho que as Pessoas vem em primeiro Plano do Remodelações Físicas que não é o caso da EICM.
    Quanto as propinas o Governo é o principal Responsável pq em Países que se prezam por uma NAÇÃO Forte e INSTRUÍDA a EDUCAÇÃO is Nº1.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.