Familiares acusam médica e PJ de facilitarem a absolvição de Zezinho Catana

13/03/2015 02:28 - Modificado em 13/03/2015 02:28

provas-lupaFamiliares de Maria de Chandim acusam a médica que examinou o cadáver de facilitar a absolvição de Zezinho Catana e de não contribuir para encontrar provas.

Maria de Fátima Gonçalves, médica do Hospital Baptista de Sousa, que na altura dos factos substitui a Delegada de Saúde , está a ser acusada pelos familiares e amigos de Maria Antónia Monteiro, conhecida por Maria Chandim. De acordo com os familiares, a médica não deu o devido tratamento ao corpo que foi examinado baseando-se em suposições, alegando que a vitima teria morrido  de  causa natural, no caso de um enfarte agudo do  miocárdio na sequência de etilismo crónico.

Segundo a versão da médica em Tribunal  o corpo encontrava-se em avançado estado de decomposição, pois não havia condições devido ao mau cheiro. Maria de Fátima afirmou que não foi realizada a autópsia e que o exame realizado foi baseado em observações  , pois não despiu o corpo, nem reparou em sinais de possíveis agressões no corpo da vítima. E mais : só  viu o corpo na morgue do Hospital e não no local onde foi encontrado

Embora a médica tenha negado qualquer vestígio de agressão, consta das fotografias que a vítima tinha sangue a sair pelo nariz, a língua entre os dentes e o pescoço inclinado para o lado esquerdo.

Para os familiares, a médica não fez o seu trabalho correctamente, porque ao ser solicitada pela PJ, esta deveria ter-se deslocado ao local onde se encontrava o cadáver para fazer a perícia. Contudo, isto não aconteceu e ordenou à PJ para transportar o corpo para a Casa Mortuária, onde deveria ser analisado. Mas como disse ao juiz limitou-se a fazer observações e não realizou nenhum exame para determinar a causa da morte . Indignada, Neusa, filha de Maria Chandim diz que o corpo deveria ter sido examinado no próprio local, o que dificultou a procura das provas. Isto é, a autópsia não foi realizada, nem o exame médico foi feito como deveria ser.

Para os familiares, a médica não teve consideração nem pelo corpo, nem pelos parentes da vítima, uma vez que insistiu em mandar enterrar a vítima no mesmo momento sem qualquer consenso entre os familiares, tendo ordenado que os Bombeiros levassem o corpo par ser enterrado “como um cão sem dono”. Depois de muita insistência é que os filhos conseguiram convencer a médica para dar algum tempo para reunirem condições para enterrarem a mãe de forma condigna.

A entrevistada afirma sem qualquer dúvida que a mãe foi estrangulada e assassinada por Zezinho Catana, apesar de o não conseguir provar. A mesma sustenta a sua afirmação baseando-se no seu sentimento, sobretudo, porque sabe que Zezinho Catana esteve em casa da mãe no dia da tragédia.

PJ com amnésia

Uma outra indignação dos familiares é para com a PJ que consideram que não fez um bom trabalho no que toca à investigação do caso. Os agentes da PJ que estiveram envolvidos no caso, disseram em Tribunal que não se recordavam de nada. Ojuiz chegou a mandar entregar um fotografia ao inspector , que nã altura fez o levantamento do cadáver,  e perguntou  : “ na foto eu estou a ver uma mancha vermelha que parece   de sangue junto da cabeça . o senhor ,na altura  ,não viu ? “ . O inspector respondeu . “ Não me  lembro. Foi há muito tempo “. Aliás o elemento da PJ parece ter sido atacado  por uma amnésia repentinamente , pois disse várias vezes ao juiz : “ Não me lembro “.  Mas o esquecimento caracteriza a postura da PJ neste caso . Quando investigou a possibilidade  de Chandim  ter sido assassinada apenas investigou a possibilidade de ter  sido  filho esquizofrénico a  matar a mãe. Esqueceu-se de investigar a segunda pessoa  que vivia na casa e que lá dormiu noite em que Maria foi encontrada morta : Zezinho Catana . Um individuo com cadastro que levantaria suspeitas a qualquer policia .Mas a PJ  não levantou

 Em Tribunal Neusa revelou que no dia da morte da mãe, apenas Catana e o irmão esquizofrénico, dormiram na residência na companhia da vítima. Zezinho levantou-se ainda bem cedo, e segundo a sua versão, tentou acordar Maria Chandim, mas foi impedido pelo filho que dormia ao lado da mãe. E a pergunta tem que ser feita : porque a PJ não  investigou  essa pista ? Porque não juntou  as pontas : Catana / Alice / Chandim ?

Zezinho Catana voltou à casa da vítima apenas no sétimo dia, onde tentou manipular e convencer os filhos de Maria Chandim de que a mãe teria sido assassinada pelo próprio filho Adilson que sofre de perturbações mentais. Assim sendo, os irmãos passaram a suspeitar do irmão.

Segundo as afirmações dos familiares, apenas começaram a suspeitar de Catana aquando do homicídio de “Sintanton”, colega de Catana que depois de ter sido assassinado, foi esquartejado, a sua carne vendida e os ossos enterrados numa vala na cidade da Praia.

  1. CidadaoCV

    Pois é … Tudo “joga” a favor de Zé Catana. É muita incompetência e desleixo juntos: -Uma médica que faz um “copy/paste” de uma certidão de óbito e despacha um corpo para ser enterrado, um PJ amnésico …. Uma coisa é certa, eu demitiria este PJ, se fosse Director dele. Alguém tem que apelar á ética, e ao profissionalismo neste país. Já ninguém trabalha com seriedade!

  2. adilson

    ainda hontem eu tinha feito um comentario sobre este caso dos medicos muitas vezes na investigacao dos corpos dos cadaveres eles nao fazem como deveria ser , muitas vezes eles nem se quer fazem as autopsias

  3. roxana aguilera

    Srs !!! AINDA TEM TEMPO de saber si la victima fue violentada o tive muerte natural , PODEN EXHUMAR EL CADAVER .SIM !! y Fazer RX de todo o corpo ,para verificar ossos quebrados e ate TAC e o medico ANATOMO PATOLOGO pode fazer Autopsia.
    Nao saben esto ? A culpa e’ da M de saude que NAO DEIXO CONTRATAR a PJ o Medico especialista ,eles pidieron e ela assobio e estico a lingua ,a PJ necesita tambem sicologos pero o MS esta popando DINHERO ao parecer

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