O MP está convencido que Catana matou as duas mulheres mas não consegue provar

12/03/2015 08:03 - Modificado em 12/03/2015 08:03

acusaçãoO Ministério Público diz não ter dúvidas que Zezinho Catana assassinou Alice e Maria de Chandim, mas não conseguiu provas para condená-lo.

Nas alegações do Ministério Público, o representante diz que não tem dúvidas de que Maria D´Chandim e Alice foram assassinadas por José Victor Fortes, conhecido por Zezinho Catana.

Embora não tenha conseguido provar os factos relatados nos autos da acusação, o Ministério Publico faz fé nas investigações da PJ e diz não ter dúvidas que Zezinho Catana cometeu os dois crimes de que está a ser acusado: de homicídio agravado e ocultação de cadáver.

Para o MP, Catana teve um comportamento de frieza ao relatar os factos, nenhum sentimento de culpa “típico das pessoas com grande capacidade de manipulação”, mas pouco razoáveis para serem inventadas”.

O comportamento agressivo de Catana é evidente e o representante do MP tenta mostrar esse comportamento com as próprias afirmações do arguido que durante todo o julgamento insistiu em frisar que “não fica com pancadas de ninguém”, por isso, quando é ofendido e insultado “escoa da cabeça”, torna-se agressivo.

A forma como Zezinho Catana tentou demonstrar a sua inocência, não convenceu o MP que o considerou um psicopata com raciocínio “nobre”. Uma vez que não houve provas para o incriminar, que o corpo de Alice continua desaparecido e que não conseguiu provar a existência da arma do crime, o homicida pode ser absolvido. Quanto à morte de Maria de Chandin, o exame médico declara que a vítima faleceu por causa natural, tecnicamente enfarte agudo do miocárdio e de etilismo crónico. Assim sendo, não produzindo as provas, o MP pede que se faça justiça.

Embora não tenha sido realizada a autópsia do corpo, os familiares estão convencidos que o autor da morte é de facto Zezinho Catana.

Quanto à defesa, Jorge da Costa Sousa Fernandes Mendes Semedo afirma que o arguido deve ser absolvido, uma vez que não houve provas produzidas durante o julgamento, não existe a arma do crime, nem o corpo da vítima. Quanto ao exame do cadáver, este demonstra a inocência do suposto arguido, pois o arguido está a ser acusado de um crime que não existe.

“Se há um desaparecimento, não há um crime”. Não é possível encontrar outra alternativa porque consta que a mulher morreu de um enfarte do miocárdio. Confiante na absolvição do arguido, o advogado diz que não há por onde ir porque os factos estão bem claros, pois em nenhum momento se provou que Zezinho Catana foi visto na companhia das duas vítimas. Não havendo provas o in dúbio pro réu favorece o arguido.

A leitura da sentença será proferida no próximo dia 20 de Março.

  1. IPIFER

    O MP näo consegue provar isto?
    Imagina se fosse algo com uma gravidade maior, e a PJ é so de nome
    IPIFER

  2. adilson

    para mim a pj deveria ter um medico judicial so para eles , para que fosse feito um bom autopsia dos cadaveres , quem sabe la que os medicos que andam la a fazer estes tipos de aotopsias nem sequer investiga os corpos ? quem sabe la se os medicos so abrem os corpos e de seguida fechalas de imidiato ? e depois vem com um relatorio medico que nao tem nada haver com a morte do proprio cadaver, falta muito trabalho para que as justicas sejam feitas

  3. CidadaoCV

    Pois é … “in dúbio pro réu”. Lamentavelmente não há muitas voltas a dar. Se não há corpo, não há arma do crime, não há testemunhos convincentes, apesar de ter havido crime, não há condenação. Somente as ditas confissões de Zé Catana não provam nada. É a Lei ….

  4. RAC

    Isto é para servir de imenda ao policia judiciaria, pq em nenhuma parte do mundo encotra-se um cadaver e este é enterrado sem autopsia, pq o corpo que foi encontrado em Pedra Badejo esta a varios dias a espera de uma autopsia é sinal que o mesmo corpo podia aguentar tb.

  5. DSemedo (stiaguense)

    As autoridades têm o suficiente para condenar este pulha com prisão perpéctua.

  6. Boa Noite Tudo isso represente a falta de Fiscalização que não existe em Cabo Verde em nenhum sector, desde as empresas particulares até o tribunal, da minha parte a Medica que fez o relatório da autópsia devia responder também no tribunal porque são muitas que não sabe o que fazer com um relatório.
    Conhece uma medica que teve que passar por quatro etapas para efectuar um relatório medico para que um paciente pudesse passar para uma junta medica para se evacuado para Portugal. Mais em fim

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