Petrobras: mais políticos na lista de suspeitos

11/03/2015 08:35 - Modificado em 11/03/2015 08:35
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petrobasMais políticos em cargos importantes podem vir a engrossar a lista de suspeitos de envolvimento no megaesquema de corrupção que desviou 3300 milhões de euros da Petrobras.

Depoimentos oficiais de vários arguidos que colaboram com as investigações, divulgados com autorização do Supremo Tribunal brasileiro, citam outros nomes além dos 47 políticos contra os quais a Justiça decretou sexta-feira a abertura de processos. Entre os nomes citados nos novos depoimentos estão os do antigo e do atual governador do Rio de Janeiro, respetivamente, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, que terão recebido 10 milhões de euros, e o do atual governador do estado do Acre, Tião Viana, que terá recebido um “auxílio” de 100 mil euros. Nos depoimentos, feitos no ano passado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e pelo cambista Alberto Yousseff, constam também figuras já incluídas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na lista que entregou na semana passada ao Supremo, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dezenas de deputados e senadores e ex-ministros dos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A própria Dilma é novamente citada por Paulo Roberto Costa, que alega que em 2010 o ex-ministro António Palocci pediu aos operadores do esquema uma doação de 660 mil euros para a campanha que elegeu a atual chefe de Estado.

dn.pt

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