Zezinho Catana pode ser absolvido das mortes de Alice e de Maria Chandim

9/03/2015 08:06 - Modificado em 9/03/2015 08:06

ze catanaZezinho Catana vai, no próximo dia 11, sentar-se no banco dos réus acusado pelo Ministério Público das mortes de Alice e de Maria Chandim, ocorridas em Agosto de 2012. Catana foi relacionado com a morte destas duas pessoas através de uma investigação feita por este online que seguiu o rasto do mesmo desde que saiu da Cadeia da Ribeirinha. A nossa investigação mostrou que nesse percurso macabro Catana violou uma mulher de 92 anos, matou Alice dos Reis e deu a sua carne a Maria Chandim para esta vender. Ao se aperceber que a vendedora de peixe ia denunciá-lo, decidiu matá-la. Também revelamos o relacionamento de Catana com Amâncio, um reformado morador em Chã de Alecrim que desapareceu sem deixar rasto.

Mas tudo indica que a investigação da PJ não conseguiu provar o envolvimento de Zezinho nas três mortes. Em relação ao que divulgámos na altura, a PJ tem “apenas a confissão do suspeito numa fase da investigação”. Este chegou a confirmar numa acareação com filho de Alice que matou a mãe e pediu desculpas. Mas, numa segunda fase da investigação, instruído não se sabe por quem, Zezinho nega o que havia dito e recusa-se a mostrar à PJ onde terá enterrado, pelo menos, o corpo de Alice dos Reis. Assim, parece que o que o MP tem para conseguir a condenação de Catana é muito pouco.

No caso de Maria Chadim, o problema é mais complicado pois, conforme este online divulgou na altura, a certidão de óbito da peixeira afirmou que esta morreu de um enfarte agudo do miocárdio e etilismo crónico. Só com a exumação do cadáver é que se pode determinar se a causa da morte foi outra. Pelo que o NoticiasdoNorte sabe, se a PJ não realizou uma investigação que conduza às provas verídicas, em Tribunal a acusação pode cair por terra, porque perante as leis do procedimento penal, para julgar um processo-crime, a confissão de “Catana” não é um elemento suficiente para o juiz concluir que o cidadão foi o autor da morte de Maria. Durante o julgamento, não basta que o arguido assuma a autoria do crime, há elementos chave que vão determinar a sua condenação. E se as autoridades criminais e o Ministério Público não apresentarem provas verídicas que atestem esses elementos, o princípio do in dúbio pro reo prevalece, logo, o juiz opta pela absolvição.

Em Tribunal, quando se trata de casos onde há suspeitas que a morte da vítima tenha sido provocada por alguém, o relatório médico tem um papel importante na descoberta da verdade. Porque é o parecer do médico que analisou o corpo que consta nesse documento. E quando o resultado é distinto daquele defendido por quem acusa, a situação favorece o suspeito e, no caso em questão, a PJ terá de provar como é que a mulher morreu.

E alguém vai ter de passar uma outra certidão de óbito. Só com a exumação do cadáver é que isso será possível para que não fiquem dúvidas sobre as causas da morte de Maria Chandim. Até lá, a PJ, Catana e o Ministério Público podem dizer o que quiserem, mas em termos legais, Chandim morreu de enfarte agudo do miocárdio e de etilismo crónico. E não estamos a ver nenhum juiz deste país a condenar um indivíduo pelo assassinato de alguém que para os “efeitos legais morreu de doença”.

 

Alice dos Reis

A condenação pela morte de Alice dos Reis também não parece fácil. Aqui também existe apenas a confissão de Catana que depois nega. A investigação do NN mostrou o relacionamento de Catana com Alice e que na noite em que esta desapareceu, estava na companhia de Zezinho e de Maria Chandim. Foram fazer um jantar e o suspeito terá ficado chateado porque Alice estragou o manjar ao colocar um detergente em vez de óleo. Discutiram e Alice nunca mais foi vista. Não conseguimos apurar se terá esquartejado o corpo de Alice e dado a Chandim para o vender como acreditam os familiares e alguns moradores da zona. Só a descoberta dos restos mortais de Alice é que poderão resolver o mistério e representar a prova que falta para condenar Zezinho. Mas só com a confissão e sem corpo, o MP tem uma tarefa difícil pela frente.

Assim, o psicopata que driblou e gozou com o sistema judicial e penal de Cabo Verde pode, mais uma vez, sair do Tribunal com aquele sorriso de coitado, na certeza que sabe que sabemos que matou mas que não conseguimos provar.

 

  1. Ema Rodrigues

    Se so houve presunção…
    Acho que o satânico cometeu o suficiente para cumprir prisão perpétua.
    Mas o que é enervante é que estejam aproveitando para ensaios. Cada
    advogadinho vai procurar circunstâncias atenuantes para poder brilhar.

  2. Eduardo Oliveira

    A moleza na apreciação dos comentàrios impede os comentaristas de dar as suas opiniões. Sabe-se que o jornal é implacàvel mas, caramba, alguns assiduos corcordam que hà exagero.

    P.S. – Este comentàrio pode não passar. Ê mais um correio à Direcção.
    Obrigado.

  3. Que PJ

    O motivo de não aprovar è de não ter sido feito um esforço pela PJ se for para ir a um bar beber grogo tenho a certeza que não caia uma so gota no chão por mais embreagado que eles tiver.
    Se a catana trocou de palavra pelas ideias de um outro seria bom se podesse descubrir este autor para ser ponido com a pena maxima visto que ele è mais creminoso que a propria catana, mesmo que se for o seu proprio adevodado que tem dereito para defendel-lo.

  4. hercules

    Xuxadera probi ,sta dreto nhos largal na proxima d ta mata carne ta ser vendido na policia ku na casa di juiz….

  5. hercules

    O seu comentario aguarda muderaçao ,cabo verde tem so trosa ,liberda , povo tem ki comenta kuse ke kre …

  6. yasmin santos

    Isso é uma loucura pôr esse indivíduo n rua… Ele merece pena d morte ou presão perpétua… Infelizmente lei da minha terra é merda…

Os comentários estão fechados.

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