Homicídio em Vila Nova: Arguido diz que matou a companheira mas não se lembra de nada

4/03/2015 07:17 - Modificado em 4/03/2015 07:17
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FACADionísio dos Santos, autor do crime de homicídio ocorrido em Março de 2014 na zona de Vila Nova, foi presente ao Tribunal da Comarca de São Vicente para o julgamento. O arguido está acusado do crime de homicídio, por ter assassinado à facada a sua ex-companheira Alcione da Luz. O arguido pode ainda ser acusado de mais um crime de violência baseada no género.

O 2º Juiz Crime da Comarca de São Vicente procedeu, na manhã desta terça-feira, à audiência do julgamento do arguido Dionísio dos Santos, acusado de ter assassinado “ brutalmente à facada” a sua ex-companheira, Alcione da Luz. O caso ocorreu no dia 1 de Março de 2014, na zona de Vila Nova.

A vítima de 24 anos deixou três filhos, sendo os dois últimos, filhos do arguido. Dionísio e Alcione tiveram uma relação  durante 7 anos. Segundo as testemunhas, a relação do casal era bastante instável e o arguido agredia-a frequentemente.

O caso ocorreu duas semanas após terem terminado a relação e a vítima resolveu abandonar a casa onde viviam juntos. Ainda de acordo com as testemunhas, o arguido perseguia a vítima. No dia da ocorrência, o acusado  procurou a vítima na sua residência mas esta negou sair para conversarem. Muito exaltado, insistindo em bater à porta e insultando outras pessoas, a vítima acabou por chamar a Polícia. Uma vez que o acesso à residência era muito difícil, a vítima fez-se acompanhar por um amigo até ao local indicado para esperar a Polícia.

No caminho, o arguido seguiu-os e  agrediu a vítima esbofeteando-a. Sensibilizado com a situação, o amigo que a acompanhava envolveu-se na briga com o Dionísio  ficando ligeiramente ferido com a mesma faca que viria a usara para matar   Alcione da Luz.

Segundos depois, o arguido avançou para Alcione golpeando-a com uma faca nas costas. A vítima foi conduzida ao Hospital, onde veio a falecer minutos depois de ter dado entrada no Banco de Urgências. Após a agressão, o arguido fugiu para a sua residência na zona da Ribeirinha onde viria a ser detido pela Polícia um dia após o homicídio.

O agressor  alega que no dia da ocorrência encontrava-se sob o efeito de bebidas alcoólicas e que não recorda os factos. Durante a audiência negou pronunciar-se sobre os factos, limitando-se ao silêncio quase total.

Segundo consta dos autos, o arguido assassinou a vítima movido por ciúmes, uma vez que esta queria terminar a relação que não andava bem.

Dioniso  pode arriscar uma pena de 15 a 25 anos de prisão e pode ser ainda enquadrado no crime de violência baseada no género, devido às frequentes agressões físicas e verbais contra a sua ex-companheira.

Ao contrário do Ministério Público, a defesa considera que o arguido não tinha a intenção de matar a vítima, confessa que “não queria matar ninguém” e que o comportamento do arguido é de arrependimento. Em relação à qualificação jurídica em que o arguido está sujeito ao ser enquadrado no crime de VBG, a defesa discorda, alegando que a relação entre o casal já tinha terminado.

Quanto ao Ministério Público este afirma que “não há qualquer dúvida sob a autoria do crime” e acrescenta que o arguido agiu de forma intencional, determinado a tirar a vida à vítima, por isso, deve ser condenado pelo crime de homicídio e deverá ser enquadrado no crime de VBG.

 A leitura de sentença será proferida no próximo dia 16 de Março pelas 16 horas.

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