Introdução do ensino da língua materna: Que variante utilizar?

3/03/2015 07:36 - Modificado em 3/03/2015 07:36

cabo verdeA introdução do ensino da língua materna é um tema que tem vindo a dividir opiniões entre os linguistas. Para alguns, este é um dos pontos essenciais para a oficialização do crioulo, enquanto que outros dizem que a introdução da língua materna deveria ser a última fase do processo de oficialização do crioulo.

Carlos Delgado, linguista, questiona como esta introdução se vai processar. “Vai-se ensinar o quê? Que alfabeto ensinar? Já existe um padrão para a escrita da língua cabo-verdiana? Que base jurídica ou constitucional se baseou para introduzir o ensino da língua cabo-verdiana? Como vai ser a escrita em São Vicente, Santo Antão, Fogo, Brava ou nas outras ilhas?”.

Carlos Delgado diz que a medida é boa, mas a estratégia nem por isso. O linguista considera ainda que a introdução do ensino da língua materna deveria ser a última fase do processo de oficialização da língua cabo-verdiana.

O primeiro passo deve ser o reconhecimento jurídico e constitucional da língua cabo-verdiana, esclarece o linguista, que diz estar empenhado para que a “nossa língua seja reconhecida o quanto antes como língua oficial do Estado de Cabo Verde”.

Contrariamente a Carlos Delgado, Manuel Veiga diz-se satisfeito com a medida e acredita que a mesma vai contribuir para a oficialização da língua cabo-verdiana. Veiga explica que ensinar a língua materna vai depender das várias variantes da língua que o país tem. Veiga diz ainda que o ensino do crioulo em Santo Antão faz a ponte com a variante inter-regional daquela região, com a variante de São Vicente. Se se vai ensinar na Brava, faz-se a ponte com a variante inter-regional da ilha de Santiago e, com o tempo, aparece a ponte Norte-Sul que irá facilitar a oficialização e o ensino da língua materna” esclarece.

Segundo Manuel Veiga, com a mobilidade social e com a comunicação social, pouco a pouco “vamos padronizar a nossa variante e, com isso, falar e escrever segundo um único modelo”.

O projecto de resolução sobre as medidas de afirmação e valorização da língua cabo-verdiana foi aprovado na semana passada em Conselho de Ministros. A mesma resolução prevê ainda a introdução de uma cadeira de língua cabo-verdiana no curso de licenciatura em Educação Básica.

  1. Andrea Fortes

    “E DEPOIS NAO NOS VENHAM DIZER QUE NAO VOS ÁVISAMOS”

    [Alguns anos atras por inspiração demagógica o governo da Ilha Curacao que é um departamento da Holanda mas com uma grande autonomia e governada pelos autóctones decidiu introduzir o papiamento como língua oficial nas escolas publicas substituindo assim a língua holandesa considerada como uma língua de colonizadores e portanto menos valida.
    Entretanto logo no inicio esses mesmos políticos que tudo fizeram para introduzir o papiamento como língua oficial retiraram imediatamente os seus filhos das escolas publicas e colocaram os mesmos nas escolas privadas onde o ensino era ministrado em língua holandesa.
    Passado 5 anos duma experiência que desde do inicio estava condenada ao falhanço chegaram a conclusão que a introdução do papiamento como língua oficial em detrimento da língua holandesa foi um verdadeiro desastre pelo que nao havia outra alternativa senão começar de novo com a “língua nao amada”.
    Nada de novo. Este desastroso resultado como é logico já era de esperar. Os alunos das escolas publicas sofreram um atraso de 5 anos. O fosso entre os alunos filhos das elites que frequentaram as escolas privadas onde a língua oficial era a língua holandesa e os alunos das classes menos favorecidas que frequentaram as escolas publicas onde a lingua oficial era o papiamento foi enorme e estes últimos sofreram um retrocesso de 5 anos.
    Marciano e comparsas que nao sao tao parvos e que sabem perfeitamente quais as nefastas consequencias de oficializar o crioulo deviam ir ate Curacao e inteirarem-se da sua experiência negativa em substituir a “língua nao amada” mas de qualquer forma a mais funcional pelo papiamento]
    Fonte de informacao:
    ELSEVIER N0. 23 de 7 de Junho de 2008.pagina 34 capitulo KONINKRIIJK / NIET DE GELIEFEDE TAAL

  2. Neves

    Se o objectivo principal da oficialização do crioulo é evitar o seu esquecimento ou a sua morte lenta (que está acontecendo hoje), então se padronizarmos uma variante ou estabelecer uma ponte Norte-Sul como defende os dois autores, as outras variantes das ilhas periféricas (S Antão e Brava p.e.) vão morrer na mesma, isto é saem a perder. Pelo que na minha opinião ou se trabalha em todos os variantes, ou nenhuma.
    O que o Sr. Veiga defende na verdade já está acontecendo, é o resultado do cruzamento das diversas variantes e influências externas, que a longo prazo vai originar um crioulo portuguesado, inglesado, seja lá como chama-lo. Portanto isto não vai salvar o criolo puro, pelo contrário é esta influência que devemos combater!
    Oficializar o criolo por Decreto-Lei não é nada, agora qualquer tentativa de introduzir o seu ensino nas escolas, será um “meter os pés pelas mãos”. Se calhar o melhor jeito de amenizar este problema é por via da cultura, pelos artistas, pela música, etc.

  3. José Alfredo Rodrigu

    Há pessoas que querem escrever o seu nome na história, mesmo que os seus feitos sejam destruidores. O que importa é a sua vaidade. O que as nossas crianças precisam de aprender, é a língua Inglesa , que as ajudará a contribuir de forma positiva na construção do País. Quanto ao crioulo, deve ser na minha opinião, introduzido nas Universidades, para que gente mais preparada possa debruçar sobre ele, e ver a melhor maneira de um dia ser ensinado nas escolas.

  4. Djê Guebara

    Mais uma das ignorancias que essos ineptos goverantes quierem aplicar com as burrezas do criolo como lingua ofical das ilhas de cabo verde. Entre nòs de cada ilha è dificil de entender que sera cuando se vai a forçar cada um a falar o criolo do outro que è bastante desentendimento entre nòs.Deixam de ignorancia, cada cual com su criolo e basta. Coisas de Negros.

  5. Palhaçada

    Esta historia é uma grande palhaçada…

  6. Januário Matias Soar

    Para ser Burro não preciso ter orelhas grandes, e rabo comprido’
    Estes linguistas, estão com falta comer maies LINGUÇA.
    Ja foram para Ilha de Santa Luzia Ilheu Razo, liheu Branco e Rombo para escutar qual é o dialieto que aqui se fala.

  7. Januário Matias Soar

    Para ser Burro não preciso ter orelhas grandes, e rabo comprido’
    Estes linguistas, estão com falta comer maies LINGUÇA.
    Ja foram para Ilha de Santa Luzia Ilheu Razo, liheu Branco e Rombo para escutar qual é o dialieto que aqui se fala.

  8. Januário Matias Soar

    Para ser Burro não preciso ter orelhas grandes, e rabo comprido’
    Estes linguistas, estão com falta comer maies LINGUÇA.
    Ja foram para Ilha de Santa Luzia Ilheu Razo, liheu Branco e Rombo para escutar qual é o dialieto que aqui se fala.

  9. Eduardo Oliveira

    Na minha qualidade de Cidadão, jà tive a oportunidade de opinar sobre o assunto em vàrios lugares por onde devem ter passado muitos leitores.
    Assim, resumo dizendo que o que pretendem oficializar é um assalto para liquidar os falares das outras ilhas e criar um quantidade de burros que so poderão trabalhar na capital.
    Como “o seu a seu dono” que o Veiga guarde o que seu exclusivo: o alupec

  10. Eduardo Oliveira

    Na minha qualidade de Cidadão, jà tive a oportunidade de opinar sobre o assunto em vàrios lugares por onde devem ter passado muitos leitores.
    Assim, resumo dizendo que o que pretendem oficializar é um assalto para liquidar os falares das outras ilhas e criar um quantidade de burros que so poderão trabalhar na capital.
    Como “o seu a seu dono” que o Veiga guarde o que seu exclusivo: o alupec

  11. mateus

    O sr veiga quer implementar a língua criola a força. mas digo uma coisa a esse sr:” Se estás no poder foi porque o povo o colocou,daí que custava ser humilde ouvir a opinião do povo num referendo?
    Aí posso dizer que o sr manuel Veiga corre o risco de se tornar um Alupekador ou seja quer destacar no governo e quiçá no país pela tamanha ousadia, mas devo lhe lembrar que a oficialização do criolo e colocar o ensino da lingua materna em todos os níveis acarreta muito dinheiro, e o nosso Ministério de Educação devia preocupar com a manutenção das escolas e da segurança das mesmas,e deixar o criolo a uma próxima oportunidade.

  12. tudinha

    variante de S.Vicente , porque e a mais proxima do Portugues . Outra nao aceito , nem para mim nem para os meus filhos . Se acaso o governo do PM insistir na variante de SAntiago, nos do Mindelo vamos exigir INDEPENDENCIA

  13. Marco

    Segundo Manuel Veiga, com a mobilidade social e com a comunicação social, pouco a pouco “vamos padronizar a nossa variante e, com isso, falar e escrever segundo um único modelo”

    O QUEEE??? FALAR E ESCREVER SEGUNDO UM MESMO MODELO? Isso é loucura. Nunca e ninguem vai-me impingir uma variante por decreto. Isto é contra a cultura caboverdeana. Cada um que fale o seu crioulo. Essa unidade não queremos, porque nao nos une!

  14. Aguinaldo Fonseca

    Vivo em França há mais de 40 anos e portanto um pouco alheio aquilo que se passa em Cabo Verde.
    Entretanto através de amigos que visitam frequentemente Cabo Verde ouvi dizer que existem muitas escolas privadas na Praia destinadas aos filhos dos novos burgueses bem assim como os antigos burgueses (inimigos da revolucao e catchôr de dôs pê) utilizando a linguagem típica dos alupekedistas Marciano e Manuel Veiga. Contudo quero aqui deixar bem claro que sempre aspirei ascender à categoria de burguês com todas as suas vantagens apesar das minhas posições e atitudes de revolucionario, esquerda caviar, socialista de salao e cafes. Está claro que tal comportamento nao era apenas meu mas tambem de muitos dos meus colegas na altura armados em marxistas e progressistas.
    A meu vêr e como acontece em países desenvolvidos ou pelo menos de desenvolvimento médio quando o governo e as elites tentam ludibriar as massas aparecem sempre jornalistas com espirito de investigação e brio profissional que vão aprofundar na matéria e desmascarar esses ludibriadores, por vezes com implicações desastrosas para estes jornalistas.
    Os nossos jornalistas, não falo dos pseudo jornalistas, têm neste momento um vasto campo de investigação no que respeita ao tipo de escolas que os filhos, netos e bisnetos das nossas elites, classe politica e defensores da introdução do Alupek frequentam.
    Entre eles os filhos ou descendentes de Manuel Veiga, Marciano, Jose Maria Neves, Jorge Fonseca, grande número de deputados, etc,etc, que decerto nao irão frequentar escolas onde o Alupek passa a ser lingua oficial. Veja o que aconteceu com Curacao conforme informação aqui fornecida pela comentarista Senhora Andrea Fortes, onde a introdução do papiamento foi um verdadeiro desastre para a maioria da população, exceptuando as elites e classes políticas que torceram o seu nariz perante as escolas publicas e escolheram as escolas privadas onde o holandes era ministrado e nao o papiamento.
    Fica tambem aqui a pergunta como é que um País pobre e endividado como Cabo Verde pode concretizar um mega projecto como este enquanto que em muitas escolas faltam ainda o minimo de condições de infra-estruturas que garantem o funcionamento normal das mesmas.
    Mãos a obra e sucesso para os verdadeiros jornalistas corajosos, independentes e com ética e deontologia profissional.

  15. cabéça variadu

    Sigam o itinerario complementar do norte que consiste numa VARIANTE supostamente continua que liga as ilhas. esta variante apresenta no seu traçado a beleza e estética ê pá variei de vez, nao tem nada a ver deixem de alupequices e variantices e parem de inventar. essa do badiu querer me convencer de que Cú escreve-se com K.

  16. C.Pulu

    TEIMOSAMENTE O EX MINISTRO DE CULTURA M VEIGA, INSISTE EM OFICIALIZAR O NOSSO CRIOULO. MAS PRAQUÊ? QUE BENEFICIOS TERÁ PA CABO VERDE?
    DEVIA ERA PREOCUPAR COM PATRIMÓNIO Q ESTÁ ABANDONADO, E O DESEMPREGO Q AUMENTA DIA A DIA NESSE PAÍS.

  17. caboverdeano

    caros concidadões,
    devemos debater este tema sem complexos, penso que a oficialização do criolo só vai trazer vantagens, porque contrarioo que foi dito não vai substitr o portugues, vai facilitar a comnicação entre os residentes e diaspora vai facilitar a comunicação dos menos letrados vai ainda preservar o unico patrimonio que é a nossa lingua materna. em relação o que deve ser ensinado acho que deve haver um padrão para escrita e deixar a fala livre ou seja cada ilha sua variante.

  18. joaquim

    Acho, que não é meia duzia de pessoas que vai a radio ou a televisão, a falar na oficialização do crioulo e logo isto é oficializado, penso que deve haver um referendo a nível nacional para o povo puder dar a sua opinião, porque falar o crioulo não leva os Cabo-verdianos para lugar nenhum. pois todos os países de expressão Portuguesa , como Brasil Angola, etc, que tem muito mais recursos que nós não fala asneiras,só cabo-verde, com muita pobreza e muita garganta, que esta a tentar oficializar,cr.

  19. Ema Rodrigues

    Não posso estorvar um burro de zurrar ou de mahdar coices. O que tenho a fazer é isolà-lo para preservar os meus ouvidos e a minha trazeira. Não se esqueçam “praga de burro não vai ao céu”.
    Façamos todos a mesma coisa para nos defender porque temos familia, filhos pequenos, netos e bisnetos que virão. também é normal que defendamos a nossa Pàtria de ditadores, mitômanos, megalmanos e pseudos especialistas auto proclamados.
    Epecialistas de lingua são o POVO, os velhos que seguiram a evolução.

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