Acusado de ter assassinado Maria Francisca pediu desculpas aos familiares e à sociedade

25/02/2015 02:10 - Modificado em 25/02/2015 02:10

tribunal mindeloNa sessão do julgamento à frente do Juiz e na presença de uma larga plateia constituída por amigos e familiares da vítima, de forma muito espontânea, o agressor lamentou a situação e pediu desculpas à sociedade e, em particular, aos familiares.

 

O 2º Juiz da Comarca de São Vicente procedeu na manhã desta terça-feira à audiência do julgamento do cidadão Augusto Lima, autor da morte da cabeleireira Maria Francisca de 43 anos. No dia 15 de Janeiro de 2014, o cidadão Augusto Lima, de 35 anos, assassinou brutalmente, à facada a ex-companheira Maria Francisca na zona de Monte Sossego.

Perante o Tribunal, o arguido expressou livremente o seu arrependimento e diante da plateia lotada, o mesmo pediu desculpas à sociedade e, em particular, aos familiares e amigos da vítima que estavam presentes na audiência. O arguido disse que “não gosta de violência e que ainda pergunta a si mesmo como teve coragem de realizar o acto”.

O agressor terá arrombado a porta da casa da vítima e já dentro da residência, arrombou uma segunda porta, a do salão onde a vítima se encontrava na companhia de mais duas clientes. O arguido desferido vários golpes na região do coração, tórax e nas costelas, o que acabou por provocar a morte de Maria com quem teve uma relação amorosa durante dois anos e meio.

Augusto Lima está a ser acusado de homicídio agravado e poderá arriscar uma pena de 25 anos. De acordo com os factos relatados nos autos, o arguido pode ainda ser enquadrado numa qualificação jurídica que poderá levá-lo a ser condenado por crime de violência baseada no género, punido no artigo 23 nº 1 da lei que regula a matéria. Recorda que antes da ocorrência, o casal aguardava resposta do Tribunal na sequência de uma queixa feita pela vítima contra o arguido. Segundo o arguido, foram várias as situações de desentendimento e agia em legítima defesa.

O agressor disse ao Tribunal que o que motivou a sua conduta foi o facto da vítima o humilhar e injuriar frequentemente e, depois de uma discussão, ao chegar a casa recebeu uma mensagem no seu telemóvel a ameaçá-lo de morte, pelo que resolveu procurar a vítima em sua casa. O mesmo confessa que agiu por “impulso de raiva”.

Ficou claro que o Tribunal não teve conhecimento da referida mensagem, pois não constava dos factos. A defesa que pediu que fosse averiguado o novo facto, disse que recebeu o telemóvel na última hora e não houve tempo para recorrer a uma ACP. A referida mensagem ficou imprimida para averiguações que o Tribunal achar dignas. O arguido que não é réu primário diz que já foi condenado uma vez por crime de dano a uma viatura pelo que foi condenado a pagar uma multa.

No entender da defesa, “não há voltas a dar”. O arguido cometeu o crime e confessou o crime sem reservas e mostrou-se arrependido. A mesma alega que o arguido foi detido sem qualquer mandato. Sentiu-se humilhado e maltratado pela vítima. A defesa pede ainda que a mensagem enviada ao arguido seja averiguada, pois constituiu mais um elemento de prova.

Para a defesa, o arguido reagiu à provocação, estado que motivou forte emoção violenta: “o arguido encontrava-se possuído”. Segundo a defesa, o crime foi perpetuado de forma violenta, mas pede que o arguido seja condenado na justa medida da pena.

Quanto ao Ministério Público, este pede a condenação do arguido. As declarações das testemunhas, muito traumatizadas psicologicamente não conseguiram esconder as emoções que foram, segundo o representante do MP, “muito claras, concisas deixando o Tribunal esclarecido quanto aos factos. O MP considerou os factos dramáticos, trágicos que abalaram a sociedade”.

A sala de audiência do 2º Juízo Crime estava completamente lotada durante o julgamento que teve a duração de quase três horas.

Foram momentos de muitas emoções em que a plateia não conseguiu esconder o sofrimento e as lágrimas.

A sentença será conhecida dentro de quinze dias.

  1. cidadão

    Este homem cometeu um crime e deve der condenado por ele, mas também precisa de apoio psicológico. Pelo que percebo ele possui um transtorno de personalidade, provavelmente ele é Borderline.

  2. Djê Guebara

    Todo aquel que cometem um crime sempre havera uma desculpa que sim el sofria de trastorno, pois cuando estava na cama com a mante näo sofria de trastorno, pois sim de emoçäo, gosto e sabura. Desculpas baratas para que otros siguem a fazendo o mesmo e depois era um louco.

  3. J. M

    Acho que advogados toa inúteis que perdem dignidade a custo zero..qual mensagem qual que´..prá que tar com tretas?e esta caso seria necessário mandado??esse monstro assassino deveria ser queimado vivo. Ninguem deseja que seja com o familiar seu, mas fosse meu familiar levava um pedra de calçada na mala para a sala de audiência pk ao abrir a boca para pedir desculpas ficava sem dentes na hora. Seria punida..sim sem duvida, mas sentia 1 bocadinho de vingança.

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