«Angola não precisa de assistência financeira»

23/02/2015 09:36 - Modificado em 23/02/2015 09:36
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C:UsersrjustoDesktopmo0001.JPGO Fundo Monetário Internacional (FMI) não vê necessidade de um apoio financeiro a Angola, devido à quebra na cotação do barril do petróleo, mas adverte que, para ultrapassar as dificuldades, «é necessária uma distribuição dos sacrifícios».

Esta posição foi assumida por Ricardo Velloso, chefe da missão de assistência técnica do FMI a Angola, na conclusão de uma semana de reuniões de trabalho com o executivo angolano, no âmbito da supervisão financeira ao país.

O economista brasileiro afirmou que um apoio financeiro do FMI a Angola, como aconteceu depois da crise petrolífera de 2009, não foi, todavia, abordada desta vez.

«Angola é um país muito importante para o FMI e, neste momento, o apoio, através deste diálogo e através do nosso programa de assistência técnica, está a ter efeitos muito positivos no país e, por isso, não vemos, de momento, necessidade de um apoio financeiro», disse.

«As nossas impressões são de que Angola vai realmente passar por um ano difícil e é preciso que todos os angolanos contribuam para o ajuste fiscal que já está a ser feito», defendeu o chefe da missão do FMI.

Referindo-se à revisão do Orçamento Geral do Estado, Ricardo Velloso admitiu tratar-se de um documento «duro, mas positivo». «Infelizmente são as medidas necessárias», apontou.

Sobre a nova estimativa do barril de petróleo – utilizada para calcular as receitas fiscais potenciais -, que está abaixo da cotação internacional atual, próxima dos 60 dólares por barril, Velloso disse tratar-se de «medida acertada», dada a «volatilidade do mercado».

Declarou que Angola «tem um futuro brilhante à sua frente», mas apontou a necessidade da «melhoria do clima de negócios» no país e a conclusão dos investimentos nas infraestruturas, «para que estes se tornem reprodutivos na economia».

 

 

ABOLA.PT

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