“Birdman” é o grande vencedor dos Óscares

23/02/2015 08:26 - Modificado em 23/02/2015 08:26
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birdman“Birdman” foi o grande vencedor da noite dos Óscares, conquistando quatro estatuetas, incluindo a de Melhor Filme e Melhor Realizador. O “Grand Budapest Hotel” conseguiu também quatro prémios de categorias mais técnicas, enquanto o drama musical “Whiplash” conquistou três, incluindo o de Melhor Ator Secundário, para J.K. Simmons. O galardão de Melhor Ator foi para o britânico Eddie Redmayne pela sua interpretação do astrofísico Eddie Redmayne em “A teoria de tudo”, enquanto Julianne Moore conquistou a estatueta para Melhor Atriz pelo seu papel em “O meu nome é Alice”. Melhor Filme A comédia negra “Birdman” venceu esta segunda-feira o Óscar para Melhor Filme, um galardão que se juntou a outros três conquistados durante a cerimónia da 87.ªa edição dos prémios de cinema, no Dolby Theatre, em Los Angeles.

O filme foi escolhido entre sete concorrentes, incluindo “Sniper Americano”, “Boyhood”, “Grand Budapest Hotel”, “O jogo da imitação”, “Selma”, “A teoria de tudo” e “Whiplash”. “Quero dedicar este prémio aos meus compatriotas mexicanos. Aos que vivem no México, rezo para que possamos construir um Governo que esteja à altura. E aos que vivem aqui [Estados Unidos] e que espero que sejam tratados com a mesma dignidade e respeito que aqueles que constroem esta incrível nação de imigrantes”, disse o realizador Alejandro González Iñárritu, ao receber a estatueta. Melhores Atores Eddie Redmayne e Julianne Moore foram os vencedores dos galardões para Melhor Ator e Melhor Atriz na 87.ª edição dos Óscares, entregues no Dolby Theatre, em Los Angeles.

Redmayne, que interpretou o astrofísico Stephen Hawking em “A teoria de tudo”, venceu os concorrentes Steve Carell (“Foxcatcher”), Bradley Cooper (“Sniper Americano”), Benedict Cumberbatch (“O jogo da imitação”) e Michael Keaton (“Birdman”). “Obrigado à Academia. Não sou capaz de articular o que sinto neste momento, mas tenho consciência da sorte que tenho. Este Óscar pertence a toda a gente, por todo o mundo, que luta contra a esclerose lateral amiotrófica”, disse Redmayne. Julianne Moore conquistou a prestigiada estatueta pela sua performance em “O meu nome é Alice”, em que interpreta uma mulher com Alzheimer. “Li um artigo que dizia que ganhar um Óscar pode dar-nos mais cinco anos de vida, pelo que, a ser verdade, agradeço, já que o meu marido é mais novo que eu”, gracejou. A atriz também dedicou o seu discurso de agradecimento às vítimas da doença que afetou a sua personagem. “Muita gente com Alzheimer sente-se sozinha. Espero que [este prémio] ajude a que tenham mais visibilidade e para que no futuro se encontre uma cura”, afirmou. Melhor Realizador O mexicano Alejandro González Iñárritu recebeu o Óscar de Melhor Realizador pelo seu trabalho em “Birdman”, durante a cerimónia da 87.ª edição dos mais conhecidos prémios de cinema, que decorre no Dolby Theatre, em Los Angeles. Iñárritu bateu, assim, Richard Linklater (“Boyhood”), Bennett Miller (“Foxcatcher”), Wes Anderson (“Grand Budapest Hotel”) e Morten Tyldum (“O jogo da imitação”). O mexicano venceu também o Óscar para Melhor Argumento Original com o mesmo filme, juntamente com os argentinos Armando Bo e Nicolás Giabone e o norte-americano Alexander Dinelaris Jr. Melhor Atores Secundários J.K. Simmons, de “Whiplash – Nos limites”, e Patricia Arquette, de “Boyhood – Momentos de uma vida”, venceram esta segunda-feira os Óscares para Melhor Ator e Atriz Secundários. Simmons, que interpretou um professor de jazz agressivo, ficou à frente de rivais como Robert Duvall (“The Judge”), Ethan Hawke (“Boyhood”), Edward Norton (“Birdman”) and Mark Ruffalo (“Foxcatcher”). Já Patricia Arquette deixou para trás atrizes como Laura Dern (“Wild”), Keira Knightley (“O Jogo da Imitação”), Emma Stone (“Birdman”) e Meryl Streep, (“Into the Woods”). Melhor Filme Estrangeiro O filme polaco “Ida” venceu o prémio de Melhor Filme Estrangeiro na 87.ª edição dos Óscares, os mais conhecidos prémios do cinema, entregues numa cerimónia apresentada por Neil Patrick Harris. “Ida”, sobre uma jovem freira que descobre um negro segredo de família que remonta ao tempo da ocupação nazi, ficou à frente de “Leviathan” (Rússia), “Tangerines” (Estónia), “Timbuktu” (Mauritânia) e “Wild Tales” (Argentina). O filme polaco, que esteve em cartaz em Portugal, no verão passado, já tinha também vencido os prémios da Academia Europeia de Cinema (principais categorias) e o Prémio Lux do Parlamento Europeu, de melhor filme europeu do ano.

cm.pt

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