Terroristas não representam o Islão nem “mil milhões de muçulmanos”

19/02/2015 08:42 - Modificado em 19/02/2015 08:42
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obamaO Presidente norte-americano, Barack Obama, apelou esta quarta-feira à unidade dos líderes muçulmanos e ocidentais para derrotarem “as falsas promessas de extremismo” e rejeitarem a ideia de que grupos “terroristas” representam o Islão. “Os terroristas não falam por mil milhões de muçulmanos”, disse Obama, durante uma conferência que decorre em Washington e junta delegados de 60 países, no rescaldo de uma série de ataques na Europa e no Médio Oriente.

Descrevendo grupos como o designado Estado Islâmico ou a Al-Qaida como “desesperados por legitimidade”, Obama enfrentou os críticos internos que o atacaram por não descrever os ataques na Dinamarca, França, Síria e Líbia como trabalho de “radicais islâmicos”. Obama afirmou que associar o dito Estado Islâmico ou a Al-Qaida ao Islão seria aceitar a falsa narrativa que esses grupos pretendem fazer aceitar. “Eles tentam apresentar-se como líderes religiosos, como guerreiros santos”, insistiu Obama. Ora, contrapôs, “eles não são líderes religiosos, são terroristas”, insistindo que “não está em guerra com o Islão”. Obama disse aos delegados, que participam nos três dias de trabalhos da conferência, que a luta contra o extremismo não pode ser ganho só com a força militar. As comunidades têm de fazer a sua parte: “Esses terroristas são uma ameaça antes de mais para as comunidades que atacam”, disse.

cm.pt

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