Onésimo: “ não há lugar para fundamentalismo do tipo balanta com base numa maioria étnica”

27/07/2012 01:12 - Modificado em 27/07/2012 01:12

No útimo artigo publicado no jornal ASemana , Onésimo Silveira , insurge-se contra os fundamentalistas e vai logo avisando “Sobre o nosso substrato humano, de origem africana, acabaram por se inserir valores civilizacionais europeus, num universo espiritual de monoteísmo cristão. Este é o ADN que nos identifica como povo. Na nossa sociedade não existem por isso espaços para fundamentalismo do tipo balanta, que justifica o direito de governar, com base numa maioria étnica”.

 

OS considera que o fundamentalismo no nosso Pais é um caso de frustração politica regional de um sonho utópico com uma Republica de Santiago que dominaria pela sua africanidade as restantes ilhas do arquipélago habitadas por crioulos, bastardos e cúmplices da “colonização”. Silveira assegura que “A dicotomia entre africanos e crioulos (nós e os outros) resulta, no nosso caso, numa interpretação adulterada da criolidade, com finalidades e objectivos obviamente políticos. É uma interpretação que borda as fronteiras do racismo e interpela consequentemente políticos e sociólogos empenhados no estudo da evolução actual da sociedade cabo-verdiana.

Sem citar o nome Silveira critica Jorge Querido e o seu livro “”Um demorado olhar sobre Cabo Verde” . OS considera Querido como um fundamentalista que “sob pretesto de fazer uma análise histórica, entregou-se à fabricação de um argumentário para dotar de alguma racionalidade e credibilidade intelectual uma postura de ódio e de fanatismo que no seu livro assumem, por longos instantes, a forma de um racismo subjacente ou mesmo explicitado” OS não tem duvidas sobre o que o livro de Querido pretendia “A filosofia subjacente a este “demorado olhar” desnuda uma antipatia mórbida do autor pelos crioulos do norte, que o faz prisioneiro da sua própria lógica de demolição: num primeiro tempo, confunde cor da pele com etnicidade, para, no segundo momento, confundir cor da pele com raça, o que o deixa a um passo da discriminação racial. Por conseguinte, não surpreende a sua postura racista, explicitada ou subjacente em diversas passagens do seu “demorado olhar”.

 

  1. Cidadao

    Caro D.r Onesimo Silveira
    jà sentia uma certa nostalgia dos seus escritos.Peço a Deus que lhe de bastante coragem para escrever ou dizer de vez em quando alguma como estas.Aquele senhor dos olhares demorados è pena que os seus olhares nao demorem para alèm dos rostos e das terras da Republica Imperial de Santiago. é preciso ter coragem assim como v.ex.cia e eu para dizer que os imperialistas de Santiago sao como os da antiga Roma. cont…..

  2. Pelo que fez e faz por S.Vicente este deveria com justiça prestar um tributo/homenagem a este intelectual Mindelense. Os odios dos politicos nunca os devia cegar a ponto de só verem nos homens, intereses politicos imedatos ou defeitos para certamente abafarem as capacidades e virtudes como as deste Homem. O poder politico partidario não ha-de o reconhecer até para não legitmar as pesadas derrotas que O.S. os infringiu. Esperemos um gesto da Camara S.Vicente ou do Sr. Pres.Republica. .

  3. HL

    O bom Onésimo esta de volta. Bem-vindo .

  4. Loje

    O Onésimo Silveira este intelectual mindelense com uma visão integradora da caboverdianidade vem com muita coragem denunciar esta deriva perigosa que Cabo Verde vem sofrendo desde que JMN esta no poder.A questão consensual da cultura/da identidade vem sendo posta em perigo e o pais pode caminhar para uma deriva tribal sem retorno possivel. Cabo Verde esta em perigo

  5. Loje

    O Onésimo Silveira este intelectual mindelense com uma visão integradora da caboverdianidade vem com coragem denunciar esta deriva perigosa que Cabo Verde vem seguindo.A questão consensual da cultura/da identidade vem sendo posta em perigo e o pais pode caminhar para uma deriva tribal sem retorno possivel.

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