Juiz atenua pena a arguido condenado cinco vezes por crime de roubo e furto

11/02/2015 08:04 - Modificado em 11/02/2015 08:04

palacio justiçaO arguido que se encontra em prisão preventiva na Cadeia Central da Ribeirinha em São Vicente, foi julgado cinco vezes pela prática de crime de roubo e furto, viu a pena de um ano atenuada por seis meses.

Pela quinta vez, o arguido é julgado pela prática do mesmo crime, roubo e furto. Desta feita, o jovem que esteve acusado de ter assaltado uma residência em Novembro do ano passado, foi condenado a cumprir mais uma pena de um ano de prisão sendo esta atenuada por seis meses.

Depois de cumprir uma pena de prisão pela prática de roubo e furto, o arguido saiu em liberdade mas não resistiu à sua queda pelas “coisas alheias” e voltou a cometer o mesmo crime que o levou mais uma vez para trás das grades.

Em Novembro de 2014, o arguido tentou assaltar uma residência na rua João Machado, Avenida Baltasar Lopes. O arguido pulou várias casas para conseguir entrar na residência que se encontrava fechada, cujos donos estavam fora do país.

Através de um telhado pertencente a uma casa antiga, o arguido conseguiu entrar pela varanda da residência assaltada. Arrombou uma porta, mas não conseguiu chegar aos outros compartimentos da casa porque os vizinhos chamaram a Polícia.

Conforme descreveu o agente da polícia que deteve o arguido, o acesso à residência é muito difícil, pois não conseguiam entender como é que o arguido conseguiu subir até ao último piso. Ainda de acordo com o agente, só foi possível deter o arguido com a ajuda dos Bombeiros que lhes facultaram uma escada que lhes permitiu entrar numa casa antiga onde o arguido se tinha refugiado depois de ter sido apanhado em flagrante.

Contudo, o arguido negou os factos alegando que a intenção não era a de roubar, mas sim descansar porque se encontrava sob o efeito de bebidas alcoólicas, pois não podia caminhar, não tinha controlo do seu corpo, pelo que tendo encontrado uma casa antiga, aproveitou para descansar. O arguido foi detido pela Polícia ainda dentro dessa mesma casa onde resolveu refugiar-se.

O agente da PN que o deteve contradisse o arguido afirmando que após ter sido detido, o jovem descreveu à Polícia como conseguiu aceder à residência que escapou de ser assaltada graças à insistência dos vizinhos em accionarem várias vezes a Polícia.

Embora o arguido tenha uma grande capacidade de argumentação, não conseguiu convencer o Ministério Público que pediu a condenação do mesmo.

Jovem julgado duas vezes por tráfico de droga condenado a vinte dias de multa

O jovem residente na zona da Ribeirinha foi condenado a uma pena de multa de vinte dias à razão de cem escudos diários. É a terceira vez que o arguido é condenado pela prática de crime de tráfico de droga.

O 1º Juiz Crime condenou o jovem a uma pena de multa de vinte dias a uma taxa diária de cem escudos. O arguido confessou que foi julgado duas vezes pela prática de crime de tráfico de droga.

Em 2007 foi condenado pelo mesmo crime a dois anos de prisão e, no segundo julgamento, foi absolvido e saiu em liberdade em Maio de 2014.

Em Janeiro de 2012 o arguido foi surpreendido pela Polícia que o encontrou na posse de droga.

Durante o julgamento, o arguido afirmou ser usuário de drogas. Segundo o mesmo, essa é uma forma que encontrou para se refugiar, uma vez que a sua infância não foi fácil e está desempregado há muito tempo, pois a sua vida tem sido bastante perturbada, com muitas dificuldades.

O mesmo diz não ser um traficante e que os três embrulhos de “canabis” encontrados na sua residência durante uma busca destinavam-se ao consumo próprio.

  1. Malaguitinha

    Atenuar a pena porquê? É caso para dizer que o crime compensa.

  2. Maria

    Realmente alguma coisa parece estar definitivamente mal no tribunal de São Vicente. Não compreendo como é que o CSMJ ainda não fez uma inspecção profunda para averiguar como é que os diversos juízos estão a resolver as questões e em que se baseiam para dar férias e regalias aos presos, etc. Parece que os criminosos têm mais credibilidade perante os juízes que os agentes de segurança e ministério público. Não é de estranhar que Cabo Verde vá de mal a pior. Plano inclinado!

  3. Pedro Ramos

    Não ha crise. Daqui a seis meses sai da cadeia com a pele sentada e bem disposto, assalatar a casa desse juiz.

  4. Cidadão Indignado

    Parece que o crime está a compensar mesmo! Ultimamente na defesa desses “desordeiros” tem-se utilizado as desculpas de consumo de álcool,de drogas, ou simplesmente negar ter praticado tal ato, para os inibir das suas barbaridades que têm cometido, penso que os defensores desses “desordeiros” deviam reflectir para saberem quem estão a colocar na rua. Deve-se fazer uma revisão nas nossas leis, porque os bandidos estão a encontrar conforto na nossa constituição!

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