Denúncia: Pessoas que não habitavam em Chã das Caldeiras estão a beneficiar dos apoios destinados aos desalojados

10/02/2015 01:21 - Modificado em 10/02/2015 09:22

cha_caldeirasNa ilha do Fogo, arrancou no dia 09 de Fevereiro um novo recenseamento, para apurar quem são os habitantes de Chã das Caldeiras e efectivamente quem são os desalojados que devem receber apoio após a erupção do vulcão. Medida que surge após reclamações de alguns desalojados e da Protecção Civil do Fogo apurar que houve um aumento exagerado dos números indicados no censo de 2010 para 2014.

O Presidente da Protecção Civil da ilha do Fogo, Arlindo Lima, assegura que em 2010 o censo para zona de Chã das Caldeiras registava a existência  de 158 famílias e hoje o número de famílias que estão alojadas nos centros apontam para 344 famílias. Assim as entidades que gerem a situação dos deslocados desconfiam que pessoas que não habitavam na zona a data do início da erupção, em 23 de Novembro, estão a beneficiar dos apoios destinados aos desalojados.

Arlindo Lima disse à RCV que “resolvemos fazer um novo recenseamento porque há muitas pessoas a reclamar no seio dos próprios desalojados, no sentido  que estão pessoas nas casas de apoio que não pertencem a Chã das Caldeiras.” Desta forma as autoridades locais consideram que o novo recenseamento deverá repor a verdade, no que toca ao número efectivo dos habitantes de Chã das Caldeiras para evitar os rumores. O Presidente da Protecção Civil da Ilha do Fogo acrescenta que “ há murmúrios, inclusive que pessoas que não são residentes da ilha, estes estão a beneficiar dos apoios, como na recepção de cestas básicas.”Para além de algumas pessoas da ilha que souberam que o vulcão ia entrar em erupção, aproveitaram para deslocar-se a Chã das Caldeiras para ficarem com amigos e familiares de forma a serem contemplados pelos apoios e benefícios, refere o Presidente da Protecção Civil.

Num cenário de denúncias, rumores e de dados indicativos através do censo que existem pessoas a aproveitarem-se dos apoios destinados aos desalojados de Chã das Caldeiras, as autoridades decidiram realizar um novo recenseamento que começa 09 de Fevereiro e deverá terminar no final desta semana. Equipa responsável pelo censo é composta pela Cruz Vermelha de Cabo Verde, pelas câmaras municipais da ilha do Fogo e pessoas oriundas de Chã das Caldeiras.

  1. CidadaoCV

    Mas … que pouca vergonha. É o fim da podridão humana. Estes intrusos devia ser todos identificados, julgados sumariamente e criminalizados.

  2. Carlos Medina

    What a shame, (que vergonha). How did our country arrived at this point? (como é que o nosso pais chegou a este ponto?)

  3. mateus

    desviam investigar o desvio de geradores ,e se querem saber a minha modesta opinião: a ajuda monetária de milhares de contos feito pelas entidades internacionais devia ficar numa Instituição séria e com pessoas sérias para evitar rumores de desvios de dinheiro. Fica a dica

  4. jose de pina batista

    Oi Sr. Arlindo Lima. O Sr. anda alojado no hotel de um tal Jose preto – emigrante nos USA, a pagar uma balurdia de dinheiro por dia, e certamente nos recursos destinados a realojamento da populacao de Cha de Caldeira. Isto significa que Municipios nao sabem o nr. excato da populacao de cada povoado. O censo de 2010, da conta que exietem 158 familias ou seja agregados familiars, sendo a media de familia caboverdeana de 5 elementos teriamos um nr. de 790 almas. continuacao…….

  5. jose de pina batista

    As autoridades nacionais tambem discursaram no inicio da erupacao de que existia cerca de 1500 pessoas em Cha de Caldeira. Mas a matematica nao falha. Basta cruzar a taxa de natalidade com a de emigracao, se determina o nr. de populacao que nasceram durante os 4 anos. Sugiro que o Gabinete que o Governo vai criar para reconstruir Fogo seja uma pessoas idonea e de preferencia natural da ilha do Fogo. Espero que as sugestoes deixadas aqui nao seja objecto de sensura.

  6. Lurdes

    Pelo titulo, nem vou ler o texto. Se pessoas que nao moram em Cha das Caldeiras estao a beneficiar dos apoios, isto tem um nome. Pobreza. Ninguem com vida NORMAL, com casa, trabalho, estabilidade familiar, faria isso.
    Entao significa que se deve dar atençao tb a essas pessoas.

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