Padrasto acusado de espancar bebé de oito meses: defesa pede absolvição

6/02/2015 07:50 - Modificado em 6/02/2015 07:50
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JulgamentoO Tribunal da Comarca de São Vicente procedeu, nesta quarta-feira, ao julgamento do padrasto acusado de espancar bebé de oito meses.

 

O 2º Juiz Crime da Comarca de São Vicente procedeu ao julgamento do indivíduo acusado de espancar uma criança de oito meses. Em Junho de 2014, o arguido terá agredido a criança com alças de uma bolsa, deixando bem visíveis vários hematomas no corpo.

O bebé de oito meses ficou hospitalizado durante uma semana nos cuidados intensivos do Hospital Baptista de Sousa.

Perante o Juiz, o arguido negou a prática do crime, alegando que, por descuido, a criança tinha caído das suas mãos sofrendo lesões na boca. Assim sendo, a criança ficou ensanguentada pelo que teve de lhe limpar o sangue, tirou-lhe as roupas para lhe dar banho e, quando lhe tirou a roupa deparou-se com os hematomas no corpo.

Depois de se deparar com as manchas e os ferimentos no corpo, prestou socorro ao bebé de oito meses, conduzindo-o para a pediatria do HBS, onde foi assistido pelos médicos. Depois de uma semana hospitalizado, o bebé teve alta.

O arguido nega por completo os factos que lhe são atribuídos, dizendo que também é pai e que nunca bateu nem maltratou os seus filhos, pelo que não agrediu a criança por quem tinha uma grande amizade e que a tratava como se fosse um filho.

O caso aconteceu em Junho do ano passado e desde essa data o arguido permanece em prisão preventiva, embora não se trate de um réu primário, visto que já esteve preso por outros crimes.

De acordo com o arguido, a criança encontra-se sempre com roupas de mangas compridas, o que poderá suscitar dúvidas, pois a criança poderá ter sofrido agressões por parte das pessoas com quem a mãe a deixava para cuidarem dela.

Os argumentos do arguido não convenceram o MP que pediu que o arguido fosse condenado pelo crime, uma vez que as provas produzidas elucidaram os autos do processo.

A defesa do arguido considera que não foram produzidas provas que o arguido tivesse agredido a criança, uma vez que o relatório médico não foi apresentado e, mediante o pai do bebé, o médico afirmou que os ferimentos no corpo da criança não eram recentes.

Deste modo, existem sérias dúvidas ainda por esclarecer para se ter a certeza que o arguido terá ou não agredido de forma violenta a criança de oito meses, pelo que o mesmo, pede a absolvição do arguido.

Segundo a mãe da criança, o arguido, com quem mantinha uma relação amorosa, desentendia-se constantemente com ela e batia-lhe frequentemente. Certo dia, aproveitou-se da sua ausência para maltratar o seu filho, de modo que o arguido deverá ser condenado pelo crime cometido.

 O arguido deverá conhecer a sentença no próximo dia 9 de Fevereiro, às 12 horas.

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