“Também temos direito à greve”

5/02/2015 08:11 - Modificado em 5/02/2015 08:11
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PJO presidente da Associação Sindical dos Trabalhadores de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, Mário Xavier, diz que a greve é um direito e todos os trabalhadores e funcionários da função pública têm direito à greve e a Polícia Judiciária também faz parte da função pública e, automaticamente, têm direito à greve. Declarações feitas à RCV em reacção às declarações do Ministro da Justiça que questionou se não se deveria repensar se a PJ, pelo seu papel na sociedade, deveria ter direito à greve.

De acordo com Mário Xavier, os funcionários da PJ sabem qual é a importância do papel que têm na sociedade cabo-verdiana “e também sabemos o nosso grau de responsabilidade e de profissionalismo”, declara.

Mário Xavier afirma que o Ministério da Justiça quer é impor à PJ um estatuto que lhes retire direitos adquiridos, designadamente as promoções que fazem parte do actual estatuto.

Sobre a afirmação feita pelo Ministro da Justiça de que a classe judiciária deve apresentar propostas e argumentos sobre a alteração dos estatutos, Mário afirma que foi criada uma equipa para discutir os estatutos e que estes foram discutidos e que ficaram a cargo do Ministério da Justiça, mas garante que nenhuma das propostas da equipa foi levada em conta. “Não levaram em conta a posição dos funcionários da PJ e nem da equipa que esteve envolvida no processo”, explica

Segundo Mário Tavares, a grelha salarial da PJ é precária, uma vez que esta se encontra desactualizada. “O mínimo salarial de um inspector da PJ é de 49 mil escudos, a discrepância em relação aos outros funcionários da função pública é notória”.

Mário chama ainda a atenção aos salários do pessoal de apoio à investigação criminal, referindo ainda sobre as promoções pois, segundo ele, durante 22 anos só o promoveram duas vezes.

Estas reivindicações segundo Mário Xavier deveriam ser satisfeitas em Novembro de 2014 e como ainda não há entendimento com o Ministério da Justiça, o anúncio da greve mantém-se. A Associação Sindical dos Funcionários da Investigação Criminal da Polícia Judiciária Cabo-verdiana (ASFIC/PJ) informa ainda que a greve acontecerá em simultâneo, nas instalações da PJ na Praia e nas outras ilhas.

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