Arguido julgado duas vezes por tráfico de droga

4/02/2015 07:56 - Modificado em 4/02/2015 07:56
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algemaO jovem de 31 anos residente na Ribeirinha, volta a sentar-se pela terceira vez no banco dos réus, pela prática do crime de tráfico de droga. O arguido responde à acusação de tráfico de droga com gravidade.

Durante uma busca realizada na residência do arguido foram encontrados três  embrulhos com “canabis”. O arguido que saiu em liberdade em Maio de 2014, voltou a apresentar-se perante o Juiz para responder do crime cometido em Janeiro de 2012, altura em que foi detido na sua residência na posse de drogas.

De acordo com o arguido, a Polícia entrou na sua residência e não apresentou qualquer documento de mandato de busca, uma vez que chegou à residência à procura de outro indivíduo que, por acaso, ele conhecia. Por coincidência, encontraram os três embrulhos contendo “canabis” que se destinava ao seu próprio consumo.

O arguido confessou que foi julgado duas vezes pela prática de crime de tráfico de droga. Em 2007 foi condenado pelo mesmo crime a dois anos de prisão e no segundo julgamento foi absolvido e saiu em liberdade em Maio de 2014.

Na presença do Juiz o arguido assumiu ser consumidor de drogas com um consumo diário de dois a três  tacos.

Para o MP, olhando para o “currículo”, ou seja, o processo do arguido, não se trata de um consumidor mas sim de um traficante, pelo que pediu a condenação pela prática do crime.

A defesa considera que o arguido deverá ser absolvido do crime visto que confessou que a quantia de droga que se encontrava na sua posse era para consumo próprio. Uma vez que o mandato de busca era direccionado a uma outra pessoa, a mesma considerou que a busca foi executada de forma ilegal, pois o arguido afirma que não lhe apresentaram nenhum mandato de busca. Apenas forçaram a porta da residência do arguido e perguntaram por uma outra pessoa.

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