Juiz absolve jovem acusado de matar “irmão de criação” em Cruz João Évora

3/02/2015 07:43 - Modificado em 4/02/2015 08:08

Hernani Lima dos SantosO primeiro Juízo da Comarca de São Vicente procedeu à leitura da sentença do jovem Hernani dos Santos, acusado de ter morto um amigo. O Juiz absolveu o arguido alegando que não houve provas que demonstrassem que o jovem matou Arison Jorge.

Por falta de provas e incongruências nas declarações das testemunhas, o 1º Juiz Crime da Comarca de São Vicente entendeu absolver o arguido Hernani Lima dos Santos de 24 anos, acusado de matar o seu amigo Arison Jorge de 29 anos seu “irmão de criação”, em Maio de 2014 na zona de Cruz João Évora.

Tudo aconteceu no dia 24 de Maio de 2014, na sequência de uma briga com um amigo de infância por causa de uma “amizade doentia” por uma amiga dos dois que não era namorada de nenhum deles.

A confusão iniciou quando o arguido viu a amiga por quem nutria um sentimento não correspondido entre um grupo de amigos que pretendia confeccionar uma refeição e pediu para conversar mas foi recusado e resolveu agredir a mulher. A vítima Arison entrou no conflito para defendê-la.

Hernani seguiu o grupo e resolveu atirar pedras para dentro do local onde se realizava o convívio. Segundo as testemunhas, a vítima foi empurrada de um terraço pelo arguido. De acordo com o relatório médico, Arison sofreu um traumatismo craniano que o levou à morte depois de ter dado entrada no HBS em estado de coma.

Durante o processo do julgamento, o arguido Hernani negou a prática do crime. De acordo com o Juiz, houve incongruências de várias versões nas declarações das testemunhas que suscitaram várias dúvidas sobre a verdade. Não ficou provado que o arguido tivesse empurrado a vítima.

No entender do Juiz, por falta de provas, não foi provada a factualidade do crime de homicídio, até mesmo porque o arguido tentou socorrer a vítima e aguardou serenamente a chegada da polícia que o deteve, portanto, tal atitude não se coaduna com um espírito de maldade, caso contrário, teria fugido e não pediria socorro para a vítima.

Para a defesa, Ronise Évora que lamenta a perda da vítima, diz que confrontaram e analisaram as declarações das testemunhas mas estas não foram claras e suscitaram situações de dúvidas sobre os factos. Quando é assim, beneficia sempre o arguido. Foi mais credível a versão do arguido, ou seja, em momento nenhum se provou que o arguido empurrou a vítima de uma altura de quase cinco metros.

Segundo os familiares, a vítima e o arguido foram criados juntos e tinham uma relação de amizade muito forte.

Para os pais do arguido o resultado da leitura da sentença foi “um alívio, o fim de um pesadelo” que durou oito meses. Não se conhece, de momento, a reacção da família da vítima pela absolvição do arguido com quem mantinham uma relação quase que familiar.

A vítima Arison Jorge era carpinteiro e fazia trabalhos de carpintaria na oficina do pai do agressor. Tinha dois filhos, um de dois anos e outro de quatro anos e vivia com a namorada Carina Cardoso há quatro anos.

  1. CidadaoCV

    Pois é … Lei é Lei. “In dúbio pro reo”. Em caso de dúvidas o Juiz decide a favor do acusado. É uma tática muito utilizada pelos advogados de defesa. O ojectivo é semear a confusão, e lançar dúvidas na “cabecinha” do Juiz. Pelo que li deste artigo, a tática passou pelo arguido negar ter empurrado a vítima. O resto foi a palavra de uns contra a palavra de outros, uma vez que, suponho não haver nenhuma imagem em vídeo ou foto que testemunha inequivocamente o acto, o empurrão. E mesmo havendo tal registo, correria o “risco” de não ser considerado como válido, por não ter sido previamente autorizado pelo Juiz. Seria uma prova ilegal, logo inválida. É assim que a Lei funciona.

  2. roxana aguilera

    A perda do filho e’ cruel ,pero a injustiça tambem, o Hernani NAO EMPURRO ao ARi, ,no medio da confuçao ele caio no intento de saltar ,uma gran e dolosa fatalidade inducida pela atitude agressiva do Hernani . certo que ele pidio para socorrer ao Ari enquanto outros pensaban que maltrataba . Vai doer a morte prematura do Ari ,pero foi FATALIDADE ,Hajo PRUDENTE o envio de psicologo aquela zona ,ambas familias estan a sufrir ,ambas sao MUITO MUITO HUMILDES .MESMO.

  3. vergonha

    O jiuz está com falta de juizo

  4. Mara

    Um ta escreve em nome de Margarida Laura Andrade Lopes, mais conhecida por Guida de Djunga, mãe de Aridson Jorge Lopes. Ela tem um pergunta pa Hernany: ” Porque bo ka assumi bo responsabilidade? Bo sabe o que bo faze. Teve testemunha que oia tudo. Cond um txga na lugar, tud gente tava ta grita que Hernany mata Ary. Infelizmente, es testemunha ka foi uvid, es faze coisas de ses manera, es ka espia nha sentimento. Justiça não foi feito perante a lei. Nha filho ta na céu, ninguem ja ka ta pode pol mon. Ma Hernany se consciência deve estod pesod. Es faze ses julgamento, ma verdade nunca ta ser escondido na olhos de Deus. Por favor, ka bsot po mais mintira na jornal. Hernany e nha fidje nunca foi criod junt. Agora bsot txa nha fidje descansa em paz, me ê k sabe aquilo que um t sinti e esse sentimento ta ba pa eternidade.

  5. Mãe de Ary

    Um ta escreve em nome de Guida. Ela tem um pergunta pa Hernany: ” Porque bo ka assumi bo responsabilidade? Bo sabe o que bo faze. Teve testemunha que oia tudo. Cond um txga na lugar, tud gente tava ta grita que Hernany mata Ary. Infelizmente, es testemunha ka foi uvid, es faze coisas de ses manera, es ka espia nha sentimento. Justiça não foi feito perante a lei. Nha filho ta na céu, ninguem ja ka ta pode pol mon. Ma Hernany se consciência deve estod pesod. Es faze ses julgamento, ma verdade nunca ta ser escondido na olhos de Deus. Por favor, ka bsot po mais mintira na jornal. Hernany e nha fidje nunca foi criod junt. Agora bsot txa nha fidje descansa em paz, me ê k sabe aquilo que um t sinti e esse sentimento ta ba pa eternidade.

  6. miriam

    vcs vao me desculpar, mais cabo verde esta muito atrasdo em relacao a justica.tem muito que fazer ainda nessa area.sao muito incompetenets e acham que sabem muito.
    tem que sair dessa… geeente por favor…

  7. UM VERDADER SICATRIZ

    é mesmo lamentável ver alguên ser atacado e invadido na suas casa, por um caso futil, ver o proprio a ser jogado de um pricipicio, ver um família tode em xoque, ver os 2 filhos a crescer sem Pai presente ou sejam eles ficaram Orfons de Pai, e mais triste disso tudo é que o culpado não foi vai estar por aqui e por ali vagando, esses casos promovem a criminalidade na nossa nação tenha mais cuidado a quem de direito

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