Fogo: as lavas voltam a correr 60 dias depois da erupção

28/01/2015 07:36 - Modificado em 28/01/2015 07:36
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lavasA única frente de lava activa e que encaminha em direcção ao Monte Beco e Monte Saia, percorreu nas últimas 12 horas cerca de 15 metros, uma média de 1,5 metros/hora, disse hoje Nadir Cardoso da Uni-CV. A escoada de lava, segundo Nadir Cardoso, está a 1.500 metros do fogo eruptivo e ameaça um campo de cultivo da dona Alcinda, mas tem ainda pela frente pequenas elevações, conforme explicou Nadir Cardoso. 

 

Esta admite que as lavas poderão estar a avançar através do túnel lávico que está na base do cone eruptivo já que não é perceptível a emissão e encaminhamento de lavas. Além de emissão de lavas que alimenta esta única frente activa, a actividade vulcânica prossegue com libertação de gases acompanhadas de pequenas explosões, sendo que a coluna eruptiva atinge uma altura superior a 200 metros com direcção a Este. A equipa da Universidade de Cabo Verde continua no terreno a monitorar a actividade vulcânica, quer na caldeira como fora dela, através de medição de gases libertados pelo cone eruptivo e devido à imprevisibilidade do fenómeno da natureza a equipa da Uni-CV prevê que a actividade continua nos próximos setes dias, depois de mais de dois meses de actividade.

A erupção vulcânica de 23 de Novembro de 2014, uma das três erupções registadas no interior da caldeira nos últimos 63 anos, já destruiu os dois principais povoados, Portela e Bangaeira, e o pequeno núcleo populacional de Ilhéu de Losna, uma extensa área de cultivo, sobretudo de feijões, batatas, mandiocas mas também de fruteiras e as infra-estruturas económicas, sociais e turísticas que existiam em Chã das Caldeiras.

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