MpD chumba passagem de Santa Maria a Município

28/01/2015 07:31 - Modificado em 28/01/2015 07:31

santa mariaOs votos contra do MpD atiram por terra a esperança de Santa Maria  passar a ser município  agora. Elísio Freire,  líder parlamentar do MpD , justificou chumbo  defendendo  que “ o processo foi viciado  porquanto as autoridades locais não foram ouvidas, como aliás estipula a Constituição da Republica”.

E conclui dizendo que “é o projecto é  um tentativa aproveitamento político do PAICV”  por isso o  seu partido não deu os votos que seriam necessários para a maioria de dois terços necessária para a aprovação da proposta.  Para o PAICV  “a criação do Município  de Santa Maria está sustentada  num estudo realizado pelo Governo que  aponta para a sustentabilidade do novo município e  que a sua criação não põe em causa  a sustentabilidade do Município de Espargos”.

A UCID alinhou com  o PAICV no voto favorável e na argumentação “pela primeira vez foram feitos estudos de viabilidade que comprovaram a existência  condições reais para criação de um município e não por conveniências políticas“.

  1. Tony Jesus

    Concordo plenamente, Uma ilha como o Sal, não justifica dois Múnicipes.
    Discutem outros assuntos mais relevantes, e deixem-se de TACHOS.
    TonyJesus(Lisboa)

  2. Deputadinho

    Parlamento de cabo verde só ta discutidu cuzas qui ca ta favoreci povus, mas sim favoreci proprios deputadus e familiares.Nhos bai toca Punheta e bebi grogu!

  3. Avelino R. Pina

    Claro! Não podia ser outra coisa. Aqui em Cabo Verde quase que já não há necessidade de especializar pessoas em áreas de estudos importantes para o desenvolvimento do País, pois, a politiquice partidária anda a falar mais alto. Tal foi a criação de novas cidades (!!??) e agora esta outra. O desenvolvimento de Cabo Verde, deve ser visto de forma integrada (sem prejuízo pela importância do poder local existente), com uma gestão séria, coerente, responsável e despartidarizada dos recursos, e nunca com retalhamento do território, em muitos casos com fins puramente políticos. Não é por acaso que o legislador exigiu/exige uma maioria qualificada por uma questão tão delicada quanto é o ordenamento do território/organização do espaço biofísico cabo-verdiano. Se Cabo Verde, no seu todo, possui apenas 4033 km², fazendo parte dos países insulares mais pequenos do Planeta, é escusado falar da representação territorial da Ilha do Sal no contexto nacional (cerca de 5%), tornando-se a penúltima ilha em termos de dimensão (seguida apenas da ilha Brava). Alguns justificaram a infeliz e “politizada” proposta, como resultado de uma aspiração legítima da população do Sal. Não é que se esteja contra essa legitimidade da sua amável população, mas sim o manifestar da necessidade de um estudo TÉCNICO cuidado, aturado e independente sobre a questão. Isto embora se saiba que a tal legitimidade de que se fala, não seja a condição necessária e suficiente para, de forma séria, coerente e responsável, se avançar com o intento. Se assim for, outras zonas e bairros deste pequeno arquipélago do Atlântico, como por exemplo, a Achadinha-Praia, Monte Sossego – S. Vicente, Achada Sto. António-Praia, etc, estariam “no direito legítimo” de solicitar também a sua ascensão ao patamar de Municípios. Convenhamos! Atendendo que o ingrediente atrás mencionado não é o único a ter em conta na divisão/(re)organização do espaço, pode-se comparar o caso em apreço com a ilha de São Vicente que, para além de possuir maior superfície (227 km²), alberga mais do dobro da população do Sal, transformando-se no segundo maior e importante centro populacional de Cabo Verde. Todavia, possui apenas um Município e nem por isso vê constrangimentos de maior no seu desenvolvimento em relação ao todo nacional. Foi lamentável ver individualidades no parlamento, em relação às quais se nutria alguma admiração e consideração, a se embarcarem nesse barco. Da mesma forma, é de se repudiar a chantagem política/partidária que algumas pessoas ou grupos de interesses (que se julgam poderosos) fazem em relação àqueles que têm pretensões de governar este País, onde, felizmente a democracia reina (embora ainda imperfeita). Tecnicamente falando, os 22 Municípios já estão demais para a realidade e potencialidades desta pequena nação e o desenvolvimento de qualquer porção deste território é sim possível, com mudanças de comportamento na governação/gestão de tudo quanto é público e destinado à colectividade.
    Para o bem de Cabo Verde.

  4. Ord. do Território

    Sal, pela sua dimensão territorial não justifica a criação de mais um município. É preciso ter em atenção que caso isso ver a efectivar-se, poderemos por em causa a sustentabilidade de Espargos. Poderá ser uma espécie de região “autónomo” na ilha, na medida em que a população de lá é maioritariamente estrangeira e com influência. Existe um grande jogo de interesses com esse espaço geográfico, devido ao seu potencial para o turismo. Existe outras prioridades para o governo neste momento….

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