Marinheiros estão quatro anos à espera de efectivar contrato

26/01/2015 07:57 - Modificado em 26/01/2015 07:57
| Comentários fechados em Marinheiros estão quatro anos à espera de efectivar contrato

contratoMarinheiros aguardam mais de quatro anos para efectivar contratos de trabalho a tempo indeterminado. Na sequência de um concurso de recrutamento de pessoal técnico especializado para embarcações de busca e salvamento marítimo, os marinheiros assinaram com o IMP, em 2010, um contrato de trabalho de seis meses. Os mesmos exigem uma explicação do Governo e do Tribunal de Contas quanto ao compromisso assumido há quatro anos sem a sua efectivação.

O marinheiro José Rodrigues acusa o IMP, actualmente AMP, de incumprimento do contrato de seis meses assinado com os marinheiros que venceram o concurso de recrutamento em 2010.

Na sequência de um concurso público de recrutamento de tripulação de pessoal técnico especializado para embarcações de busca e salvamento marítimo promovido pelo IMP em 2010, José Rodrigues diz ter-se posicionado como primeiro classificado na categoria de marinheiro.

Na altura, o pessoal recrutado assinou com o IMP, Instituto Marítimo e Portuário, um contrato de seis meses, mas até ao momento, o mesmo não foi efectivado e não houve respostas pelo não cumprimento do acordo. Volvidos quatro anos, José Rodrigues pergunta sobre o que é feito do contrato assinado que não se efectivou e questiona sobre a justiça no país.

José Luís Rodrigues é marinheiro há mais de vinte anos e trabalhou em diversas companhias internacionais e nacionais. O marinheiro conta que em 2010, quando deu conta do concurso de recrutamento de técnico especializado em busca e salvamento marítimo, viu a oportunidade de trabalhar no país e estar assim, mais próximo da família.

Conhecido o resultado do recrutamento, José Rodrigues diz ter ficado muito feliz pois, não se importava de trabalhar cerca de seis meses na cidade da Praia desde que estivesse a trabalhar no seu país, uma oportunidade de trabalhar perto de casa.

Meses depois, a felicidade de José e dos seus companheiros tornou-se numa completa decepção. O emprego que supostamente deveria iniciar em Setembro ou Outubro de 2010, não se concretizou e nunca mais obtiveram uma resposta pelo não cumprimento do acordo assinado.

O contrato não se efectivou e ficaram presos em São Vicente, porque segundo José, mesmo se houvesse outra oportunidade de trabalho, não seria possível abraçá-la devido ao compromisso assinado com o IMP e de que aguardavam resposta.

Indignado, o marinheiro adianta que o IMP não tem resposta para o pessoal, limita-se a dizer que aguarda uma resposta do Tribunal de Contas e do Governo que, até o momento, não respondeu. As várias diligências feitas para tratar do caso junto da Direcção do Trabalho e dos advogados resultaram infrutíferas.

Munido do contrato, de todos os documentos e de todos os pareceres das instituições envolvidas no caso, passado todo este tempo o marinheiro José Rodrigues gostaria de ver diferentes questões esclarecidas. Onde está a justiça do país, desde quando é que instituições idóneas do Governo assumem compromissos e não cumprem, enganam os cidadãos e não dão satisfação? Quem deverá responsabilizar-se pelos seis meses de contrato assinado?

José Rodrigues tem 42 anos e encontra-se desempregado. De vez em quando ganha um dia de trabalho no registo de desova de contentores, mas não é um trabalho fixo, mas diz que são vários os quadros nesta área que se encontram no mercado do desemprego e, infelizmente, a maior parte das embarcações em Cabo Verde encontra-se obsoleta e avariada devido a vários acidentes.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.