Elias Silva: “Como atribuir a culpa a um Comandante que nunca recebeu ordens para proteger um cidadão comum“

26/01/2015 07:39 - Modificado em 26/01/2015 07:39

securityElias Silva recentemente afastado do cargo de Comandante da Protecção de Entidades, publicou um artigo de opinião no ‘ASemana’ online onde refuta que “os órgãos de Comunicação Social têm aludido à nossa demissão do cargo de Comandante de Protecção de Entidades, associando-a ao mais recente atentado ocorrido no país contra José Luís Neves, filho do Primeiro-ministro de Cabo Verde”.

No referido artigo, Elias Silva considera que não pode ser atribuída à unidade que dirigia qualquer responsabilidade no atentado contra o filho do Primeiro-ministro, pois no seu entender, “A Protecção de Entidades assegura a protecção às entidades. Se nenhuma entidade foi alvo de atentado, como é possível atribuir ao seu Comandante a responsabilidade de um atentado contra uma “não-entidade” que não tinha segurança, numa noite qualquer, num dos bairros onde a iluminação pública é um luxo para alguns?” O Subintendente da Polícia Nacional esclarece que a Unidade de Protecção de Entidades tem como função a de proteger as entidades, por isso, volta a questionar: “Como atribuir a culpa a um Comandante que nunca recebeu ordens para proteger um cidadão comum, nem foi informado de qualquer ameaça? Esta situação fez-nos recordar uma música de Bulimundo que dizia “burro Kumé midjo em vez de sotadu burro sotadu n’guka”. O ex-comandante envia recados directos e exorta cada um a assumir as próprias responsabilidades: “É tempo de cada um assumir as suas responsabilidades, em vez de tentar um casamento forçado entre este recente atentado e o Comandante de Protecção de Entidades para que a culpa não morra solteira. Pois, casamento forçado hoje resulta em divórcio amanhã”.

A finalizar, Elias Silva defende que o atentado não devia servir para fazer rolar cabeças de quem não teve nenhuma responsabilidade, mas sim “para análise, estudo e procura de respostas. Agora, quando as respostas tardam ou não aparecem, sem titubear, alguém deve assumir a sua quota-parte de responsabilidade”.

A Ministra do Interior, questionada sobre a posição assumida pelo ex-comandante da Unidade de Protecção de Entidades, disse à RCV que não conhece o artigo de opinião que foi publicado. Disse que “as mudanças agora registadas são um processo que estava a ser feito muito antes da tentativa de homicídio contra José Luís Neves. Marisa Morais explicou que o que está a acontecer é simplesmente a preparação do futuro de Cabo Verde em termos de segurança.

  1. CidadaoCV

    Pois é … Senhor comandante! Mais uma vez, (como sempre) a retórica de sempre. Mais uma vez a desresponsabilização geral. É claro que num caso destes o “Comandante” seria o primeiro a rolar. E mais o Senhor mostra seu amadorismo em matéria de “Protecção a Entidades”. É claro que filho de entidade, não sendo entidade faz parte da entidade. É preciso um desenho para o senhor entender isto?

  2. Tem razao o ex – comte. das AE. Em CV os Servicos Policiais das FS nao articulam, nao partilham informacoes para melhor coordenarem e executarem acoes no terreno. Cada um guarda para si as suas informacoes e depois o cidadao paga.

  3. roxana aguilera

    Pero quien COLOCO dentro del GOv na BVC a Verissimo Pinto ? Quem era el inmediato de V.Pinto na BVC ?? En todo crimen siempre por regla los ultimoa a verle o los cercanos siempre tiene algo a dezir . Q puede saber una persona fuera del circulo de AMIGOS ,,el cmdte nao atuo pq las recomendaciones publicas de JMN eran para nao andar en las noches . Pero creo q el cndte se retiro por proble de saude ?!!

  4. para CidadaoCV

    Não senhor. Não faz parte das ENTIDADES. E esse crime, que deve ser punido, se conseguirem apanhar os perpetradores, não devia servir, pelo menos sozinho, para melhorar as coisas em Cabo Verde. O que é que tem o cidadão José Luís Neves de diferente em relação aos outros. NADA. Repito NADA. É um cidadão comum. COMUM. Ele pelo menos está vivo. Os outros não tiveram essa sorte. Mas NÃO SE FEZ NADA. Nada, ou estou errado DONA MARÍSIA MORAIS? As coisas deviam ter sido sanadas há muito tempo. Cont.

  5. para CidadaoCV

    O cidadão José Luís Neves, à semelhança dos outros cidadãos têm direito a vida. Ninguém pode e deve atentar contra elas. Não podemos é fazer reformas do sistema de segurança porque o José Luís Neves sofreu um atentado. Devia-se fazer as reformas quando o Manuel, o João, a Catarina, o Fulgêncio, o Beltrano, o Sicrano foram mortos por marginais. NADA SE FEZ. o filho de uma ENTIDADE é baleado e já se pensa em fazer reformas. Já estávamos a espera. Aliás isso foi muitas vezes dito nos comentários.

  6. anonimous

    filho de JMN não eh entidade … entao deve-se proteger os afilhados, mulheres, primos, subrinhos, enfim, tudo que está relacionado com JMN??? klaro ke nao … a responsabilidade não eh da proteção das entidades … entao o ke dizer dos outros mortos e atentados???

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