Navio Vicente: PORQUÊ?

16/01/2015 12:05 - Modificado em 16/01/2015 12:05

deluca monteiroEssa deve ser a pergunta que está na mente de milhares que acompanham a conta-gotas essa tragédia que se abateu sobre nós… Sim porque havia gente… VIDAS nesse navio.

Mas este “PORQUÊ?” vai também ele às autoridades marítimas deste país…

Passo a explicar:

1- Situação precária da frota nacional de transporte de carga e passageiros

Já foram contabilizados cerca de 4 acidentes num espaço de 1 ano, dois se tanto, com navios da nossa frota e, com este o quinto. Navios que foram abatidos em “parte incerta” do globo e, que após uma revisão rápida e uma “tintinha” passam à situação de navegabilidade… nestas águas que, sabemos são difíceis ademais nesta altura do ano onde a tendência é piorar. Como é possível que se permite navios com essa condição naveguem nestas águas? Falo de idades médias de 45 a 50 anos (pós construção naval).

Acho que há uma má interpretação deste conceito: Navio (passageiros ou carga)

LIVRO IV ‐ DOS NAVIOS, EMBARCAÇÕES E ARTEFACTOS NAVAIS… Navio caracterizado pelo seu comprimento e generalidade: Todo engenho flutuante com coberta corrida, de comprimento superior a 24 metros e destinado à navegação por água. Quando se diz “todo engenho flutuante” não se refere a sucata… presumo eu…

Há dias saiu um diploma que rege o sistema de transporte marítimo em Cabo Verde, se a memória não me falha (e peço desculpas se falhou) é o primeiro instrumento deste tipo num país que vive do mar para sobreviver (transporte de passageiros, carga/mercadorias para abastecimento das ilhas e da pesca).

O que o Decreto-Lei nº. 37/98, de 31 de Agosto, que estabelece a regulamentação do registo convencional de navios define?

I. Será que este INSTRUMENTO categoriza o tipo de embarcação e a idade mínima para se poder navegar nestas águas? Segundo legislação Internacional a referência de idade média de abate é 25 anos (obrigado pela informação Airton Silva) e, neste momento há países que reduziram essa idade.

II. Será que este INSTRUMENTO determina as regras da fiscalização e inspecção de navios de forma clara e objectiva?

III. Será que que este INSTRUMENTO determina o volume máximo de carga que se deve transportar de um porto ao outro… refiro-me a isso devido às condições de mar que, são diversas nos diferentes Portos de Cabo Verde. A questão da manobra de entrada e saída do Porto, dependendo do volume de carga e das condições de mar desse porto condiciona a segurança dos passageiros e da carga que está num determinado navio.

2- Situação da frota área e marítima de resgate a náufragos no país (Busca e Salvamento)

Um país como o nosso, ilhéu, não pode ter uma frota de resgate inoperacional….

I. Onde está o “Guardião”… passa o tempo todo acostado no Porto Grande e, quando este é preciso onde está? Nos estaleiros… temos que saber que ao entrar nesta época (Dezembro a Março) onde, as condições atmosféricas (ventos de 30 a 50 km/h) são uma constante e as condições de mar são também elas adversas… nunca mas nunca, pomos o único navio de resgate em manutenção nos Estaleiros… e essa Manutenção? pois claro, com a miséria que é atribuída nunca poderá ser confiável… Porque é justamente nesta altura, que mais se precisa da sua intervenção… tanto para socorrer navios de pesca de pequeno porte como também, navios de passageiros e carga que possam estar em “apuros”.

II. Onde está o avião da guarda costeira? Que numa situação destas, de catástrofe… sim catástrofe porque perderam-se ou está-se a perder VIDAS este está estacionado na placa do Aeroporto Nelson Mandela da Praia… por não ter condições operacionais de voo. E não se poder ter uma localização visual desses náufragos. Vamos para o privado… a CVE… pagar o dobro ou o triplo do que se o “nosso” avião da guarda costeira estivesse operacional…. Mas nem sempre a CVE pode estar operacional.

“Assim que no tem vivê”?

A perguntar: onde estão as soluções? Porquê? E Será que?

O nosso mal, é resolver os problemas depois da m**** (com perdão da má palavra) ter acontecido… sejamos “bruxos” (bola de cristal – ver o futuro) e pensemos melhor as soluções e os caminhos para resolução de problemas que nos estão à frente dos olhos… sejamos “bruxos” para ter um Cabo Verde melhor… um país real de desenvolvimento médio…

Porque VIDAS HUMANAS (e ANIMAIS – havia um cão “Skank”) nesse navio e CARGAS (investimento/negócio) não se pagam com indemnizações ou seguros…

Espero que encontrem essas VIDAS são e salvas…

PORQUÊ? PORQUÊ? PORQUÊ?

 

  1. RAUL

    Ro-ro passenger ferry?Navios Transbordadores ro-ro de passageiros?È essencial adoptar e aplicar disposições que assegurem a maior segurança dos navios transbordadores ro-ro de passageiros e continuar,com a maior urgência a pugnar por tal objectivo.Nossos pensamentos vâo para os parentes e amigos daqueles que perderam a vida.

  2. roxana aguilera

    EL mayor responsable es el Gob , lleva a campanha electoral la compra de MEDIOS DE RESGATE aereos o maritimo q solo queda en PROMESAS
    en este pais donde las ligaciones maritimas movimentan mas q la frota aerea ,. MUCHOS MAS PUDIERON SER RESCATADOS VIVOS de estar operacional un Plan de rescate.
    solo ver todo el Gob se reunio para pedir apoyo para su candidata ,pero NAO HICIERON LO MISMO POR LOS MUERTOS ,NI UNA FOTO dando condolencias !!Q importa a este Gob?

  3. roxana aguilera

    CFL coloco su cargo a disposicion ? Cuando JMN le devolvio los DOS cargos q acumula ? Su potrona /de CFL) estuvo vazia cuando el Gov condeno lo sucedido a JLN?? Onde estuvo la voz de CFL cuando se clamaba por el PLan de RESGATE a los naufragos ? y Agora APARECE MUSCULADA con su 8% en la foto para pedir apoyo a la candidatura de CD al BAI ?? Esta es la verdadera CFL .!!!

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