Países querem mudar regras de Schengen

16/01/2015 08:07 - Modificado em 16/01/2015 08:07

fronteirasOs atentados de Paris levaram vários países europeus a defender a urgência de rever as regras de Schengen, entre outras medidas de combate ao terrorismo que suscitam reservas a alguns governos, ao Parlamento Europeu e à justiça europeia. França, Espanha e Alemanha estão entre os principais defensores dessa revisão, que pediam há muito para fazer face ao risco que representa o regresso à Europa de milhares de ‘jihadistas’ provenientes das linhas da frente no Iraque e na Síria.

Ela é também defendida pelo coordenador antiterrorista da União Europeia, Gilles de Kerchove: “Os instrumentos de controlo nas fronteiras externas foram concebidos na perspetiva dos estrangeiros, não dos europeus”, que não podem ser sujeitos a um controlo sistemático, explicou em 2014. Medidas discutidas Aqueles que viajaram da Europa para a Síria ou o Iraque – que a Europol estima serem três mil a cinco mil – ou têm a nacionalidade do país onde residem, dupla nacionalidade ou autorização de residência, o que significa que são portadores de documentos de identificação europeus, acrescentou. Assim foi com os autores dos atentados da semana passada em Paris e, antes disso, com Mehdi Nemmouche, um ‘jihadista’ francês que saiu da Síria via Istambul, viajou pela Ásia, reentrou na Europa pela Alemanha e regressou a França, para, semanas depois, passar a fronteira com a Bélgica e matar quatro pessoas num museu judaico.

As mudanças pedidas pela França e a Alemanha passam por alterações ao Sistema de Informação Schengen (SIS), uma base de dados que contém informação sobre pessoas desaparecidas, procuradas ou sujeitas a vigilância e veículos, documentos ou armas perdidos ou roubados no espaço Schengen. As medidas antiterrorismo vão ser discutidas pelos ministros do Interior e da Justiça da UE numa reunião informal prevista para 29 e 30 de janeiro em Riga, capital da Letónia. Mas, depois dos ataques de Paris, França sublinhou a urgência do assunto e pediu uma reunião extraordinária que pode realizar-se já esta sexta-feira, segundo a France Presse.

cm.pt

  1. D.Simedo

    Com as portas “escancaradas” entra todo o bicho. Com a mudança havida cada um procurou o que mais lhe convinha. Entra drogas e armas, bandidos e alguma gente séria. E, uma vez dentro, ninguém sabe nada de ninguém, nem o qua faz cada um.
    Aliàs, estamos com este problema; entram instalam-se e depois é o que sabemos.

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