1º Juiz Crime procede julgamento do cidadão nigeriano

14/01/2015 08:16 - Modificado em 14/01/2015 08:16

drogasO 1º Juiz da Comarca de São Vicente procedeu ao julgamento do cidadão nigeriano acusado da prática de crime de tráfico de droga. O arguido que fala inglês, vive há nove anos no país, não consegue entender o português nem o crioulo, pelo que foi necessário recorrer-se a um intérprete.

O julgamento do cidadão nigeriano residente na zona de Chã de Alecrim acusado da prática de crime de tráfico de droga realizou-se na passada segunda-feira pelo 1º Juiz Crime de São Vicente. O arguido utilizava os seus estabelecimentos para o tráfico de estupefacientes.

O cidadão nigeriano que está preso na Cadeia da Ribeirinha desde o passado mês de Julho foi detido na sequência de uma denúncia de um cliente.

A PJ terá realizado uma busca na residência e nos dois Cybers, “Alex” e “Beladona” tendo-o encontrado na posse de 23 cápsulas de cocaína. A PJ deteve o arguido e apreendeu vários objectos, entre os quais, 12 telemóveis, computadores, pistola de alarme, máquinas de filmagem, balança de precisão, 3750 euros, 3890 dólares, 5 mil Francos CFA e outros valores em escudos cabo-verdianos, resultados da prática ilícita.

O arguido que assumiu ser consumidor de droga, negou os factos argumentando que as cápsulas encontradas na sua residência foram oferecidas por um conhecido coreano que consumiu no seu bar e não tinha dinheiro para pagar o que consumiu, pelo que resolveu deixar de presente a caixa contendo as cápsulas.

De acordo com o arguido, o mesmo conhecido terá pedido emprestado um valor de 150 mil escudos para poder viajar para o país de origem, mesmo sabendo que o indivíduo não teria forma de lhe restituir o valor emprestado. O arguido justifica o acto como forma de ajudar o coreano.

Durante a investigação, detectou-se que os contratos da CV Telecom utilizados para o funcionamento dos Cybers estão em nome das suas funcionárias.

Os argumentos do arguido não convenceram o MP que considerou que o arguido utilizou os estabelecimentos como forma de passar a ideia de que o negócio era legal. O MP pediu que o arguido seja condenado entre 4 a 12 anos de prisão, somando ainda as penas acessórias de expulsão e encerramento dos estabelecimentos.

A defesa não concordou com o MP, argumentando que em nenhum momento ficou provado na audiência que o arguido fazia venda de drogas e pediu que o cliente fosse condenado pelo que fez e não pelo que presumiu o MP, devendo o arguido ser acusado da prática de posse de drogas.

A defesa argumenta ainda que não ficou provado que os objectos apreendidos durante a busca tivessem a ver com o crime, isto porque são objectos relacionados com a actividade que o arguido desempenhava. A defesa pediu ainda que o arguido seja condenado por tráfico de menor gravidade até três anos, sendo a pena suspensa.

 A leitura da sentença ficou agendada para o dia 4 de Fevereiro, às 8 horas e 30 minutos.

  1. Moises Leão

    Os Nigerianos não gostam de trabalhar na área da construção Civil ou de agricultura, mas sim em Cyber cafés e outros serviços considerados limpos para poderem pratricar atos ilícitos, julgam que são melhores que os outros do continente africano .

  2. Augusto Galina

    Gostaria de saber quais são os honoràrios que recebe a Defesa do arguido que foi eximio nos argumentos mas, no fundo, sabe que o nigeriano não merece indulto. Instalou-se na nossa terra hà 9 anos ‘?) e ainda não fala o crioulo nem o português.
    Bonito, sim senhor. Não me venham dizer que pedir a sua expulsão é xenofobia.

  3. Eduardo Oliveira

    Tenho alguma experiência nos assuntos de migração e ouso deixar este comentàrio.
    O imigrante que, logo à entrada, não se interessar em aprender a lingua e os costumes para viver no pais que escolhe, não hà nada a esperar de bom dele. E este nigeriano é dos que devem ser enviados à procedência. Não exerce nenhum mister para dsenvolviento do pais e adopta os expédientes.
    Podem tratar-me de xenôfobo mas assim não queremos

  4. D.Simedo

    A palavra xenofobia està na moda e vai servindo para desculpar o que não pode ser desculpado. Pedir a deportação de um indocumentado, inadaptado e inadaptàvel, é um dever e não um acto contra um estrangeiro. Aliàs, para mim, so é estrangeiro o que não se adapta aos nossos costumes e à nossa vida. Quantas pessoas tivemos que são consideradas dos “nossos”? Foram esses que contribuiram para a nossa vivência e deixaram de ser estranhos.

  5. Ciber

    95% dos ciber nigerianos sao locais de venda de droga. Pior e que a PJ sabe disso.

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