Atentando contra José Luís : “É uma mensagem para o primeiro-ministro“

8/01/2015 00:22 - Modificado em 8/01/2015 00:22

jlO jurista e criminalista João Santos, entrevistado no programa Opinião Pública da Rádio de Cabo Verde, refuta a ideia que os atentados feitos à vida do filho do Primeiro-ministro e o assassínio da mãe da agente da Polícia Judiciária sejam um atentado ao Estado Democrático. “Não se trata de nenhum atentado ao Estado Democrático que pode ser considerado como sólido. O que existe é uma humilhação dos poderes que têm por função particular a defesa e a segurança das pessoas e dos seus bens”. E acrescenta que a situação é uma “revelação de um Estado fraco nesta matéria”.

Explicou que quem quer que esteja a cometer estes actos criminosos não tem interesse que o Estado de Cabo Verde seja posto em causa, mas sim “aproveitar-se de uma fragilidade grave e exercer este discurso de impunidade e, consequentemente, do sentimento de insegurança nas pessoas e na sociedade”.

Acredita que o atentado à vida do filho do Primeiro-ministro é uma mensagem ao governante, ou seja, que se se consegue fazer esse acto ao seu filho, pode-se fazer a qualquer pessoa, inclusive ao próprio Primeiro-ministro. O que revela um défice dos Serviços de Informação da República e da Segurança.

“O combate à criminalidade não se faz de forma musculada como se tem dito nos discursos. A resposta à criminalidade faz-se de forma racional e científica”, afirma o jurista. E como tal, deve ser feita com rigor, com estudos, com uma abordagem séria, conhecendo o problema, “porque só se conseguirão empenhar os meios de combate à criminalidade quando se conhece a natureza dessa criminalidade”.

  1. Jandira Lopes

    [Não se trata de nenhum atentado ao Estado Democrático que pode ser considerado como sólido. O que existe é uma humilhação dos poderes que têm por função particular a defesa e a segurança das pessoas e dos seus bens”. E acrescenta que a situação é uma “revelação de um Estado fraco nesta matéria”.]
    Acho bastante estranho que um jurista e um criminalista tenha neste caso especial onde até agora a policia nao apresentou nenhuma pista uma opiniao formada, sem nenhuma margem de duvida e portanto com um sentido único. Dum jurista-criminalista nao se espera uma visao de tunel mas sim uma visao mais abrangente. Tal é demasiadamente simplista como tambem é demasiadamente simplista afirmar de antemão que este crime é um atentado ao Estado democrático como tantos, inclusive membros do Governo vêm fazendo. Se na verdade este crime merecesse este titulo e como neste caso especial trata-se de um simples cidadão, desempregado, sem nenhum peso na vida política ou em nenhuma instituição estatal, apenas e por uma casualidade filho do PM, os outros tantos actos de violência, infelizmente nao sao poucos e com maior gravidade ainda, mereceriam tambem tal apelido e portanto outro tratamento jurídico-penal.
    Tambem afirmar que o mobil deste crime é uma humilhação dos poderes que falharam no cumprimento da sua missão de segurança das pessoas e seus bens nao se adapta a cultura caboverdiana onde o espirito de cidadania ainda se encontra no estado embrionário.
    Alias a cidadania defende o direito dos direitos dos cidadãos e portanto como, felizmente, nao nos encontramos numa situacao de estado de sitio, recorrer a cidadania para justificar um crime contra um cidadão afim de chamar o Estado a atenção para o cumprimento das suas obrigações, seria apenas um crime comum, uma aberracao,alem de ser totalmente contra-produtivo.

  2. Joana

    E se fossa um cidadão comum sera que a comunicação social daria a mesma importancia a este caso.Claro que não, que se lixe

  3. Kaktus

    Há uns anos atrás, um jornal brasileiro dava conta que um ex-comissário da polícia suíça que trabalhou 15 anos como agente infiltrado afirmava que os políticos e os bancos lucram com a criminalidade organizada: “Com base em toda a minha experiência, digo com segurança que o crime organizado não existe. O que existe é um sistema político-institucional corrupto, que sustenta a criminalidade organizada. O crime organizado não existiria sem uma sustentação política”
    “O crime organizado”, prosseguia, “produz uma quantidade enorme de dinheiro, que os políticos corruptos querem comer.” “Se quisessem, os governos poderiam deter o crime organizado, mas na maioria das vezes as instituições criminais funcionam para pegar as formigas e não os elefantes. Veja o exemplo da Suíça. Aqui, não é o governo quem governa. São os bancos. Combater o crime organizado com seriedade implicaria pegar meio mundo político e financeiro”.
    Se o ex-comissário da polícia suíça sabe do que fala, o aviso fica feito.

  4. Atento

    Ouvi a entrivista. O Senhor Joao Santos defende as ideias do MPD. Ele acha que nao se deve combater a inseguranca colocando militares nas ruas porque eles estao mal vestidos, mal apresentados e que fica feio para a cidade. Ele nao disse qual a fragilidade grave na seguranca que se deve combater.

  5. Policia

    É isso mesmo, só os actuais chefes da policia que não querem ver, que isso de muscular os homens e colocar na rua não resulta sem condições técnicas ou seja sem inteligência policial, sinceramente não iremos a lugar nenhum. infelizmente eles não querem ouvir aqueles que talvez tenha algo a dar, por mero capricho!!!!

  6. DN

    O agravamento da criminalidade em Cabo Verde resulta de um conjunto de factores de natureza Administrativa que o próprio Governo não consegue tirar as ilações. Os cabo-verdianos exigem ao Governo: justiça para todos, celeridade dos processos criminais, transparência na gestão da coisa pública, igualdade na distribuição dos recursos que o País dispõe, fim do favoritismo dominante nas instituições do Estado, e mais …

  7. José Rodrigues

    Para jurista e, criminalista (?), este Sr. não conseguiu despir a camisola e, ser liso numa matéria de tão alta relevância. A linguagem por ele utilizada é quase um ataque a pessoa do PM e, a própria Instituição a que pertence. Pode estar reformado (?) mas a sua casa é o MAI. Como jurista… mas como criminalista ( e da casa ), antes dessa linguagem, devia sugerir a quem de direito, as melhores vias para a abordagem desta questão que a todos perturba.

  8. Anete Vital

    Se chegamos a este ponto é porque temos dirigentes incompetentes. O planeameno se faz com técnicos e não com politicos que se preocupam antes pelo bem estar pessoal. O desenvolvimento se faz pensando em tudo, segurança sobretudo. E disto não pensa o nosso governo.
    Mesmo sabendo que não me ouvem dou uma sugestão: – Eliminar o Minsitério da Cultura e criar um Ministério do Plano que funcionarà enquanto não estiver tudo ordenado.

  9. TUBEDJA

    OS POLITICOS QUE TEMOS, ASSIM COMO OS POLICIAIS, RELIGIOSOS, MÉDICOS, DEMAIS TRABALHADORES DO ESTADO, EMPRESAS, ONG’S OU CONTA PROPRIA, REFLETEM OS VALORES QUE A NOSSA SOCIEDADE TEM! EM TODA A SOCIEDADE ESTÃO OS CIDADÃOS, SEJA PELO PAICV, MPD, IGREJAS, SÃO PESSOAS E SÃO RESPONSAVEIS POR CRIMES, MALES E BENS QUE TEMOS. O QUÃO RÁPIDO A SOCIEDADE EXERÇA A POLITICA CIVICA E PARTIDÁRIA DITAM O ESTADO DE AVANÇO QUE PODEMOS ALCANÇAR. A PARTICIPAÇÃO SOCIAL EM TODOS OS NIVEIS DA SOCIEDADE É FUNDAMENTAL

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