Crianças que fazem da rua a própria casa

7/01/2015 06:24 - Modificado em 7/01/2015 06:24

Foto de menin de ruaA situação das crianças e adolescentes que andam nas ruas do Mindelo é uma realidade cada vez mais presente na vida desta cidade. Muitos encontram-se à porta dos supermercados no centro da cidade pedindo dinheiro ou algo para comer.

Em conversa com algumas dessas crianças e adolescentes que vivem nas ruas, pudemo-nos aperceber que muitas estão na rua porque foram “obrigadas” e outras, por influência. Mas todos anseiam por uma vida melhor.

Alguns não têm necessidade de estarem na rua, mas sentem-se bem com a vida que levam fora de casa. “A rua é a minha casa, nela sinto-me bem, depois de tanto tempo acostumei-me” – afirma um jovem de 17 anos, residente no prédio abandonado na Avenida Marginal. “Depois do meu pai me ter colocado na rua, ganho a minha vida a pedir esmola à porta dos supermercados”, realça o jovem. Questionado se mantém relações com o pai, diz que simplesmente o vê na rua mas que não se comunicam. Segundo a sua versão, gostava de sair e o pai não aprovava, até que um dia lhe foi pedido que fosse viver para a rua.

“Desde os 6 anos que saí de casa e não vejo a minha vida de outra forma”, diz uma criança de apenas onze anos a viver na rua. Com 11 anos a morar na rua, fala com convicção que a rua lhe ensinou a ver o mundo de outra forma. Considera-se um rapaz preparado “para tudo o que der e vier”, pois já viu de tudo durante todo esse tempo que está nas ruas.

“Não moro na rua, venho todos os dia de manhã e volto à noite”, diz outra criança de 11 anos. “A minha rotina é a mesma, encontro-me com os meus amigos, vamos para a porta da Fragata, pedimos alimentos e daí fazemos as nossas refeições à base do lume da lenha”, como descreve. Esta é a vida que muitos levam. Outros aventuram-se a tratar peixe no pelourinho.

Sentem que a vida não é fácil mas que vão levando e tentando sobreviver um dia de cada vez.

  1. Djê Guebara

    Se viven na rua nada de estranhar porque estes costumes existe en são vicente desde dos tempos de canequinha, Eu Djê Guebara vivi essa vida porque o escolhi e não era por necessidade,era sòmente para conhecer a vida porque as ruas do mindelo è uma universidade da vida.Aprendemos a defender uns a formar homens do futuro com golpes da vida.

  2. Eduardo Oliveira

    Estou certo que, com boa vontade de alguns (carolas ou organizações) se pode encontrar nesta camada futuros ases de qualquer coisa: desporto, mùsica, arte.
    Que êncontrem uma ocupação qualquer para que essa meninada saia da rua. Um pão, uma bola, um instrumento, umas lições…
    Não podemos estar sempre à espera dos politicos que prometem dar e continuam a guardar para eles e para um amanhã hipotético.

  3. anete Vital

    Na nossa sociedade – infelizmente – temos poucos Pais e muitos genitores ou bodes que diviam ser castrados. Até parece que têm orgulho em acumular proesas inconsequentes pois têm a certeza de que as autoridades não os obrigam a assumir a paternidade dos filhos que, desgraçadalente, não têm outra saida que o mau caminho que encontram na rua.
    Agradeço a este jornal o artigo que, espero, trarà muitas opiniões para acordar consciências jà que nunca mais tivemos gente como Nho Djunga.

  4. Rei - AN. Viagens

    Bo Djê Gue Bara, bo bem pa rua só pa dá xow! Pa mod nunca bo defendé ningém porké CUBARDIA qe bo tem na corpo é más grand do qi bo, e criá só se foi calo na cú de tant puli eskina!!!! párá qess moralisme da treta qe bo tem tud vez nés cumentáro da gaita!! Bo CÁ TÁ INGANÁ NINGÉM XITT!!!

  5. Djê Guebara

    Rei-Piece Shit: Eu cuando faz uma opinião eu lo faço das minhas pròpias experiências dos meus factos. Pois te peço perdão pele a minha desonra de ter abandonado como um filho bastardo, pois a culpa não foi minha,perdoa ou condena a tua mãe de ser umas daquelas que por uns tostões estive debaixo de mim como das raparigas que vagambundava nas ruas do mindelo. PERDONAME HIJO OLVIDADO. Bless you.

  6. Djê Guebara

    Anete:Homens humanos daqueles tempos jà não existe como Ti-Djunga Fotògrafo ou Nhô Djunga como alguèn o conheceu. Pois eu o conheci pessoalmente porque fui un daqueles meninos que võce quis mencionar, gracias a Ti-Djunga sou o que sou hoje dia me tirou das ruas do mindelo estudei fiz a minha quarta classe e hoje estou bem agredecido. Descança em paz Ti – Djunga. Tambèm não esquecemos outros grandes da nossa terra, tais como Ti – Balta, Ti – Djô Figuera, Senhor Nena, Manel D’Matos, e Djamdjam.

  7. Anete Vital

    Olà Djê. – Felicito-te pelo que és graças ao Sr. João Cleofas Martins (Nhô Djunga) que foi Pai de muitos filhos de (desgraçadas) mães com quem ele não teve relações outras que de bondade. Ele merece todo o nosso respeito e consideração ao contràrio de alguém que citaste e que não merece menção porque as “bondades” que fazia eram notas de 20 mil reis em troca de “três vinténs” de quase(crianças). Por respeito aos filhos (alguns ilustres) que deixou omito o seu nome.

  8. Anete Vital

    Cuidado, Irmãos !!!
    Os tempos são outros e vamos trazer temas para positivar a nossa vida conturbada, procurando não culpar as mães que, na maior parte das vezes, foram enganadas com falsas promessas. A maior parte das Mulheres Cabo-verdianas são umas heroinas que merecem respeito dos seus filhos.
    Voltei com este comentàrio para pedir-vos: Sejam “fair play” e não metam as MÃES na briga. Elas cansaram por nôs e muitas ainda sofrem.

  9. Fernando Fortes

    Olá Eduino.
    Agradecia se investigasses e chegasses a alguma conclusão sobre o seguinte:

    Quantas crianças vivem no Lar Nhô Djunga?
    Quantos funcionários trabalham neste Lar?
    Porquê é que eles não retiram essas crianças da rua, se aquele Lar foi construido para esse fim?
    Vá lá ver o que é que a Janira fez do Lar? Uma repartição pública.

    Para deixar de pagar rendas,meteu toda a promoção social a funcionar, num Lar construido com o dinheiro de parceiros estrangeiros nos anos 70/80,para crianças.

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