Retrospectiva 2014: Lígia Furtado…the star

30/12/2014 08:21 - Modificado em 30/12/2014 08:21
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starA reclusa Lígia Furtado ao reclamar o direito de estudar fez tremer o sistema judicial. Ao querer fazer um curso de direito, levantou suspeições sobre quem tentou fazer cumprir a lei.

 

Já fez cair e ir parar à cadeia dois directores do presídio da Ribeirinha. Um director-geral foi demitido e outro detido, um juiz está na linha de fogo por lhe conceder uma licença para ir estudar. Parece que tudo o que está relacionado com a reclusa traz problemas e azares. Se o sistema judicial e prisional não consegue resolver os problemas criados, que tal um defumador ou água benta? Às vezes resulta, não? Mas o caso de Lígia levou muitos a questionarem a ordem jurídica vigente e mostrou a ignorância da grande maioria sobre a ordem jurídica vigente. Lígia colocou questões à justiça ao que a lei respondeu nos …. termos da lei, mas a maioria considerou que não foi feita justiça: uma traficante de droga não pode estudar. Mas a lei diz que pode. O Tribunal de São Vicente andou bem neste caso mas se “a sociedade não quer que determinados crimes como o tráfico de droga tenham alguns benefícios como licenças precárias ou liberdade condicional, então devem propor aos deputados, aos políticos que alterem a lei em sede própria e que a Lei de Execução Penal seja mudada”.

Até lá, os juízes têm de aplicar a lei à Lígia, ao Zé Pote, ao Veríssimo, ao Zézinho Catana ou a dezenas de arguidos que nos próximos dias irão sair das cadeias de Cabo Verde com licenças precárias para passarem “uns dias em casa” por ocasião do Natal e fim de ano.

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