Superlotação da Cadeia da Ribeira condiciona a reinserção social

10/04/2012 00:00 - Modificado em 10/04/2012 00:00
| Comentários fechados em Superlotação da Cadeia da Ribeira condiciona a reinserção social

O NN apurou que os reclusos da Cadeia da Ribeirinha, em São Vicente, recebem aulas de alfabetização do 1º ao 6º ano. Este projecto é fruto de uma parceria com a Direcção Geral dos Serviços Penitenciários com o Ministério da Educação, no âmbito de uma melhor reinserção na sociedade. Apuramos ainda que os reclusos desta Cadeia Central recebem ainda alguns cursos de formação profissionais.

O NN falou com a responsável pela área de reinserção social da Cadeia da Ribeirinha, em São vicente, a Psicóloga e Técnica Social, Ivanisia Pinto e apuramos que os reclusos da Cadeia da Ribeirinha recebem aulas do 1º ao 6º ano de escolaridade, no sentido de uma melhor reinserção social. Segundo a Psicóloga “este projecto nasceu com uma parceria entre a Direcção Geral dos Serviços Penitenciários e o Ministério da Educação. Este projecto nasceu para alfabetizar os reclusos possibilitando uma melhor reintegração na sociedade”.

Porém a psicóloga relembra que o processo de reinserção social evoluiu muito nos últimos anos. Pois “antigamente não havia este projecto. Os reclusos iam para a cadeia como uma medida de repreensão ou seja para apenas para cumprir a pena ”. E nesse sentido não ficou apenas pela alfabetização, pois foram criados cursos de formação profissionais, tais como Manutenção Informática, Electricidade, Culinária básica, Reciclagem, Jardinagem e Segurança no Trabalho.

Porém a Ivanisia afirma que “ é preciso apoio, e tem faltado apoios neste sentido, para auxiliarmos mais o processo do recluso para a sua reintegração na sociedade. Pois estava previsto o arranque em 2011 de alguns projectos de formações profissionais e até agora nada”

Projectos Futuros

Ainda para este ano existem vários projectos de formação profissionais para serem implementados no âmbito do projecto reinserção social, em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional e Consulado Português. Segundo a psicóloga “para este ano temos em mente arrancar com as formações para reclusos estrangeiros, em Língua Portuguesa e Crioulo”.

Preocupação

A única preocupação é a superlotação do estabelecimento prisional, que tem a lotação de 150 reclusos e tem neste momento tem cerca de 315 reclusos. O que para a psicóloga torna mais difícil gerir o processo de reinserção social para os reclusos.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.