Alunos da escola secundária Alfredo Cruz Silva em pedem melhores condições para assistirem às aulas

19/12/2014 08:10 - Modificado em 19/12/2014 08:10
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liceu -santa CruzSegundo uma reportagem veiculada pela Televisão de Cabo Verde (TCV) os alunos da Escola Secundária Alfredo Cruz Silva estão revoltados e fora das salas, em gesto de solidariedade para com os mais de 100 alunos que foram expulsos das salas por não terem ainda pago a primeira prestação da propina. Além disso, reclamam também pela falta de condições das salas de aulas, das casas de banho e do aumento das propinas.

Em declarações à TCV, um aluno do estabelecimento diz que antes a sua propina estava nos 2000 escudos e, agora, aumentaram para 6000 escudos, sem uma justificação prévia. “Fomos expulsos da sala de aulas e estamos impedidos de assistir às aulas até que a situação esteja regularizada” explica o aluno, justificando que isso aconteceu porque ainda não teve a possibilidade de pagar o montante referente à primeira prestação.

O director da Escola Secundária Alfredo Cruz Silva, Virgulino Semedo diz que a expulsão dos alunos das salas de aula é uma medida de chamada de atenção pelo não pagamento da propina. Independentemente da prestação das propinas nos prazos estipulados, dá-se imediatamente a caducidade da matrícula, com perda de todos os direitos inerentes, pelo que nem sequer às aulas o aluno pode assistir, mas garante que a escola irá criar alternativas de avaliação aos alunos que foram impedidos de assistirem às aulas.

Sobre a falta de condições nas salas de aula, uma aluna diz que a sua sala não possui as mínimas condições para assistirem às aulas. A maioria das salas não tem janelas e foram eles, os alunos, que contribuíram entre si na compra de alguns materiais, como lixa e tinta preta para trabalharem o quadro e, posteriormente, pintá-lo, uma vez que este se encontrava num estado lastimável e a escola nada tem feito para remodelar a estrutura de ensino.

Não entendem a razão pela qual a Direcção ou quem de direito, ainda não tomou as devidas providências também porque a escola não tem um saneamento básico, não possui uma casa de banho em condições e são obrigadas a fazerem as próprias necessidades fisiológicas na rua correndo o risco de apanharem alguma infecção.

Questionado sobre as denúncias acerca da falta de condições básicas e de higiene, o director diz que a escola possui as básicas e, em relação à falta de higiene, isso depende única e exclusivamente do uso que os alunos dão às casas de banho. O mesmo para as salas de aula. Diz ainda que quem fala em vidros partidos, significa que antes a janela possuía vidros logo, foram eles, os alunos, os responsáveis pelos estragos causados.

Esta é uma situação que revolta tanto os funcionários, como os pais e encarregados de educação que dizem que durante estes anos em que esta direcção está à frente da escola não têm visto melhorias, mas apenas declínio. E questionam que tipo de educação o país quer e espera, se os alunos estudam em escolas sem as mínimas condições de estrutura, sanitária e higiénica. Condições que não foi possível comprovar uma vez que a direcção da escola impediu qualquer recolha de imagens do estabelecimento escolar.

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