Condenação de Ilaugino: MP recorre ao STJ e pede pena  17 anos de  prisão

19/12/2014 07:44 - Modificado em 19/12/2014 07:44
| Comentários fechados em Condenação de Ilaugino: MP recorre ao STJ e pede pena  17 anos de  prisão

TribunalNo dia 23 de Outubro, o 2º Juízo Crime da Comarca de São Vicente no Mindelo sentenciou Ilaugino Fortes, agente da PN,com doze anos e oito meses de prisão e uma indemnização de mil contos à família da vítima, por ter morto o companheiro da enteada com a sua arma de serviço. Uma pena que não satisfaz o MP que recorreu ao Supremo Tribunal pedindo que o arguido seja condenado a uma pena de 17 anos e seis meses.

 

Volta è tona o episódio do caso do homicídio que ocorreu em Julho de 2013, na zona de Ribeira de Craquinha. O agente da Polícia Nacional terá disparado com a sua arma de serviço quatro tiros contra o companheiro da sua enteada causando-lhe morte imediata.

 

O agente da PN foi condenado a doze anos de prisão e a pagar uma indemnização de mil contos à família da vítima por ter disparado cinco tiros provocando a morte da vítima, Celso, companheiro da enteada, durante um desentendimento.

Esta pena  aplicada não agradou ao MP que recorreu ao Supremo para pedir a condenação a uma pena de 17 anos e seis meses. Para o MP, o homicídio é agravado e ocorreu à traição e por motivo fútil, pelo que o processo-crime deve ser submetido a uma avaliação de acordo com as normas jurídicas.

Vital Moeda, representante do MP afirma que a acção do arguido foi consciente, em plena consciência dos seus actos, embora sofresse de graves problemas com as bebidas alcoólicas.

O representante do MP não se convenceu que o arguido tivesse agido em legítima defesa, porque teve tempo para evitar a situação de outra forma.

Também na altura, a atenuação da pena do agente da PN, não agradou à sociedade mindelense que opinou contra a medida.

Recorda se que o  caso ocorreu na residência do agente da PN, Ilaugino Fortes, em 26 de Julho de 2013, na localidade de Ribeira de Craquinha. Na sequência de um desentendimento, o agente da polícia sacou da sua arma de serviço e disparou cinco tiros contra a vítima Celso, conhecida por “Chaka”. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Baptista de Sousa.

Em consideração do estado do arguido na altura do crime e da confirmação dos relatórios médicos, segundo os quais Ilaugino era seguido pela psiquiatria e por psicólogos, o Tribunal atenuou a pena em consideração da articulação dos elementos do estado de fragilidade em que o arguido se encontrava.

 

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.