Escola Luís Morais: Encarregada de educação agride menor e funcionária

17/12/2014 00:48 - Modificado em 17/12/2014 09:55

agressãoUma mulher grávida entrou na Escola Luís Morais em Lombo Tanque e desferiu murros na cabeça de uma criança de 12 anos. Para agravar a situação, também agrediu uma funcionária com um telemóvel no rosto.

A Escola Luís Morais, na zona de Lombo Tanque, foi alvo de desordens no passado dia 10 de Dezembro. Tudo aconteceu quando a encarregada de educação de um aluno entrou na escola para pedir satisfações a um dos alunos que supostamente teria agredido o filho.

Segundo os factos, a mulher que se encontra grávida de oito meses, dirigiu-se para o aluno que se encontrava no pátio da escola e desferiu-lhe carolos “carol” na cabeça. Tudo terá acontecido na sequência de um desentendimento entre o filho e o aluno agredido no dia anterior. A mãe resolveu fazer justiça com as suas próprias mãos.

A mãe nega ter agredido o aluno e alega que os seus filhos são maltratados nessa escola, razão pela qual se deslocou à escola para conversar com a direcção, mas tal não foi possível por ausência do Director.

Na sequência da desordem que se instalou na escola, uma funcionária diz que tentou impedir a mulher de agredir o aluno e foi agredida com um telemóvel na testa e teve de ser saturada com alguns pontos na testa.

A encarregada de educação conta que agiu para proteger o filho e, por causa dos maus-tratos sofridos pelos seus filhos na escola, promete de tudo fazer para transferir os filhos para uma outra escola, no sentido de evitar situações piores.

Segundo as alegações da agressora, os alunos dessa escola entram em conflito uns com os outros e recorrem a familiares que se deslocam à escola no intuito de fazerem justiça com as próprias mãos levando pedras, facas, paus e outras armas.

Dada a confusão que se instalou no recinto escolar, a Polícia foi accionada e conduziu o aluno e a funcionária ao Hospital.

No dia do sucedido, a agressora foi detida e foi apresentada ao Tribunal no dia 16 de Dezembro, onde foi condenada a uma pena de multa de cento e oitenta dias, pena essa suspensa na sua execução. O 1º Juiz Crime entendeu aplicar tal pena devido à situação de gravidez e impossibilidade de pagar qualquer quantia.

  1. Maria

    Se a Enc. Educação em questão tivesse sido atendida pela direção da escola dias atrás, quando o mesmo filho foi agredido por alunos da mesma escola resultando em perda de dentes ao mesmo a situação não chegaria à esse ponto. A funcionária não tem competência para atender conflitos – E. Educação/alunos/escola. Sejamos imparciais e não discriminadores. Alguém perde toda a serenidade vendo o filho sendo reiterada/ agredido e sem resolução de quem de direito.

  2. maria

    A delegação escolar deve reunir com enc. de educação dos alunos das respectivas escolas, exporadicamente, e escutá-los. Parece que toda a autoridade é deixada nas mãos dos professores e gestores sem perfis adequados, estes segundos muitas vezes manipulados pelos primeiros, levando sempre a desgraça dos intervenientes. E o polícia é accionado, não raras vezes, no momento em que a vitima se transforma em vilão.

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