Paulo Monteiro: A erupção vai ter impacte negativo para a economia nos próximos 3 a 5 anos

11/12/2014 08:09 - Modificado em 11/12/2014 08:09
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vulcão38Durante a erupção que ainda decorre em Chã das Caldeiras, a ilha do Fogo perdeu grandes potenciais, o que irá afectar enormemente a economia. O impacte a curto, médio e longo prazo da catástrofe trará efeitos negativos para a economia.

 

Embora ainda não se conheçam os valores reais dos prejuízos avultados da erupção vulcânica da ilha do Fogo, sem fazer cálculos, podemos constatar que as perdas materiais são avultadas e o mau ano agrícola veio piorar ainda mais a situação – defende o economista Paulo Monteiro –

Chã das Caldeiras é uma das zonas da ilha do Fogo com maiores potenciais para a economia da ilha e do país. Com a erupção, perderam-se grande parte das terras férteis, investimentos e habitações.

Para este  economista , os efeitos negativos da catástrofe serão enormes para a economia. O impacte a curto, médio e longo prazo, ou seja, nos próximos três a cinco anos será negativo, tendo em conta que já havia uma economia local que estava a beneficiar o auto emprego com capacidade de produção para a exportação e para a satisfação do mercado nacional, assim como para o sector do turismo, o que terá um efeito enorme tanto económico como psicológico.

O impacte a médio e a longo prazo será significativo para as famílias de pequenas economias, e para os que fizeram grandes investimentos. O vinho produzido em larga escala ficou perdido, uma vez que não há seguro que possa arcar com parte dos prejuízos.

O sector do turismo e das actividades económicas à volta do mesmo estão altamente afectados pela erupção e o impacte a curto prazo ainda irá reflectir-se no desemprego que vai exigir a implementação de programas a doc.

Para isso, o economista Paulo Monteiro, sugeriu algumas alternativas. Que o Estado reequacione, que encontre mais financiamentos que as pessoas irão precisar para arrancar com a economia local, criar possibilidades de mobilizar recursos mais significativos.

Quanto ao aumento do IVA, de 15 para 15,5 por cento, o economista diz que é uma decisão um pouco precipitada que irá ter efeitos perversos para as empresas e para os consumidores. O mesmo recomenda uma reorientação das despesas sobretudo correntes, o reescalonamento do perdão da dívida pública que atinge 120 porcento do PIB e uma abordagem cooperativa da questão com o Governo, partidos políticos e oposição.

Para o economista, os investidores deverão implementar uma cultura de assegurar os produtos e as seguradoras devem diversificar a cobertura de modo a orientar os investidores na protecção dos investimentos.

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