Ajudar o Fogo sim, aumento do IVA não

10/12/2014 07:19 - Modificado em 10/12/2014 08:38

IVAA proposta do Governo de aumentar o IVA de 0,5 por cento, a ser canalizado para ajudar os deslocados de Chã das Caldeiras parece não ser consensual. Esta proposta recai sobre os bens e serviços excepto a água e a energia eléctrica. Nas redes sociais e nos fóruns de vários jornais digitais e de algumas opiniões recolhidas, pode-se constatar que esta não é a melhor solução. Ainda no debate sobre esta questão, o Presidente da UCID, António Monteiro, diz que a medida também “irá penalizar a população de Chã das Caldeiras que irá também ser afectada por esta medida”.

O desacreditar desta medida não coloca em questão a vontade de ajudar, mas sim a forma como o Governo espera que as pessoas ajudem, aumentando os impostos. Antónia Delgado acredita que as pessoas estão sensibilizadas na questão do Fogo e que querem ajudar, mas “de acordo com a possibilidade de cada um”. A ideia é defendida também por Eneida Nascimento que espera que as pessoas possam continuar a ajudar sem que sejam obrigadas a fazê-lo através dos impostos.

Aumentar o valor do imposto do IVA é visto como um aumento das dificuldades das pessoas. E as pessoas rejeitam de imediato o aumento do valor do IVA. Nas redes sociais e nos fóruns, as críticas a esta medida do Governo são mais cerradas. “O aumento do IVA não vai ajudar os deslocados da ilha do Fogo mas vai atrapalhar mais as condições económicas dos cabo-verdianos que há mais de seis anos não têm a reposição do poder de compra em geral e, em particular, para os próprios deslocados que também têm de fazer compras para as suas necessidades diárias”. Esta é a ideia defendida por um internauta. E há mais pessoas que sugerem que o “Governo possa encontrar outros caminhos para a reconstrução de Chã das Caldeiras”.

“Aproveitam-se da desgraça alheia para efectivarem medidas previamente pensadas e irem aos bolsos dos contribuintes, mais uma vez. Querem aumentar os impostos e as taxas já são altíssimas, mas não repõem o poder de compra dos cabo-verdianos que há anos que vêm penando, vendo o seu orçamento a definhar”. E, nesse tom, prosseguem as críticas ao Governo.

A sugestão de algumas pessoas é que o Governo possa realizar alguns cortes orçamentais como, por exemplo, no orçamento privativo da Assembleia Nacional que aumentou, em vez de ir “aos bolsos das pessoas”.

Ministra justifica medida

A Ministra das Finanças, Cristina Duarte, em entrevista à RCV diz que os 0,5 por cento serão consignados à ilha do Fogo . “A proposta de aumentar o IVA é porque é o único imposto que permite que toda a sociedade cabo-verdiana participe na reconstrução da ilha do Fogo”, justifica Cristina Fontes.

E diz que se a questão levantada for a prestação de contas, o Governo sempre prestou  contas trimestralmente ao Parlamento. “E agora se o Parlamento achar que deve criar uma comissão para a fiscalização, tem poder para isso, o Governo acha que não há necessidade disso”, afirma a Ministra.

  1. Macinha

    A Ministra e arrogante e pior e o JMN que mantem no governo. SrJMN e o restante dos deputados deviam colocar todas as regalias para a ajuda do povo da Ilha do |Fogo, pois so sabem desrespeitar uns aos outros e pensam que ouvido dos outros e chiqueiro. Suspendem as viagens , subsidios de combustivel, telecomunicacoes e ajuda de custo e colocam tudo isto a disposicao do pessoal do Fogo. Voce4s tem 2 ou maisn salarios, doam um destes salarios fica melhor

  2. Com todos esses aumentos de impostos de Iva eu não sei onde a gente vai parar. As familias vão ficando cada vez mais pobres enquanto que outros cada vez mais ricos

  3. fiscalidade

    Em matéria de fiscalidade, nenhum dos sucessivos governos de Cabo Verde tem merecido nota positiva quanto a gestão fiscal, sem falar da transparência no processo. Na situação atual, foram criados vários impostos revestidos de taxas, sendo que em muitos deles só se faz a arrecadação… a sua real afetação nunca acontece, o que denota falta de lisura. A estes casos “isolados”, há que acrescentar que atualmente o Ministério das Finanças não procede (intencionamente) ao reembolso fiscal dos contribuintes, o que nos leva a desacreditar na sua boa vontade.
    Quero com isto dizer que escusar na tragédia do vucão do Fogo para aumentar a carga fiscal, não é justa, e muito menos admissivél, pois, não existe nenhuma garantia legal de que os fundos arrecadados, ao contrário de tantos outros, não irá servir parcialmente ou na totalidade para tapar “outros” buracos. Como fiscalizar e garantir transparência na gestão governativa quando este, para além de não se responsabilizar pelo seus atos, não acata nem as sentenças do Supremo Tribunal da Justiça?!!! Meus caros, a solidariedade para com os irmãos do Fogo não se discute, mas não podemos aceitar que, a propósito disso, o governo continue a reprimir, fiscalmente, os contribuintes. Não devemos nunca esquecer de que os políticos (todos eles), não são de confiança…. Pelo menos em CV, já deram provas.

  4. pantera

    Haja saco e paciência para as trapalhadas desse Governo (PAICV) desgovernado

  5. Veronico Jorge

    A Ilha do Fogo em particular Chã das Caldeiras,tem sido um motor no desenvolvimento e no aumento do turismo Caboverdiano,o que eu sugero ao Governo atravez do ministério que tutela o turismo era de arrecadar as taxas de turismo dos hoteis de todas as Ilhas e aplica-los a favor dos desalojados e afectados pela a erupção vulcanica…O que acham do meu palpito?

  6. adilson

    agora E mas fome na terra mas pobreza mas miseria e ministro JMN e ministras Das financas todos riquinhos,,, coitadinhos do povo caboverdeano ,

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