Mindelo: Foguenses querem melhores condições e emprego para os desalojados

8/12/2014 07:21 - Modificado em 8/12/2014 07:21
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vulção fogo20Os foguenses em São Vicente mostram-se preocupados com a situação económica dos seus patrícios desalojados de Chã das Caldeiras e, por isso, pedem que o Governo crie condições de sustentabilidade de emprego e habitação.

 

As famílias estão a viver momentos dramáticos e os foguenses residentes no Mindelo acompanham preocupados e apelam para a criação de novas oportunidades para as famílias afectadas de Chã das Caldeiras.

A erupção vulcânica na ilha do Fogo fez estragos avultados, muitas famílias perderam as suas habitações, terras de cultivo e gado, sustento de várias famílias de Chã das Caldeiras. O gado e as terras de cultivo eram os únicos meios de sobrevivência e o emprego de muitos jovens também dependia das riquezas geradas por essa terra.

A  tragédia que veio assolar a ilha do Fogo, causou muitas dúvidas e incertezas à população da ilha e, em particular, aos habitantes de Chã das Caldeiras,

Aldevina, natural da ilha do Fogo, residente no Mindelo, diz depender bastante dos produtos produzidos em Chã das Caldeiras, isto porque é comerciante e os produtos comercializados provêm da zona mais afectada pela erupção. A mesma mostra-se preocupada com o futuro das famílias visto que as terras mais férteis foram destruídas levando consigo todos os meios de sobrevivência.

Aldevina apela às autoridades para não procurarem os culpados, mas acudirem da melhor forma as pessoas afectadas, ajudando-as a construir uma nova vida, criando condições de emprego e de habitação.

Mário de Pina, também filho da ilha do Fogo, lamenta a situação e pede a criação urgente de novos meios de sustentabilidade para as famílias. Pina acredita que não foi só a economia da ilha do Fogo que ficou afectada, mas também o país na sua globalidade, uma vez que Chã das Caldeiras contribuía grandemente para a economia nacional.

Netinha Correia, sempre da ilha do Fogo, espera por momentos mais serenos e por uma rápida resolução do problema. Para a mesma, a erupção do vulcão veio arrancar um pedaço de cada pessoa de Chã das Caldeiras e a criação de uma nova vila para essas famílias será como uma criança a aprender a caminhar pela primeira vez. Correia acredita que uma nova fase de adaptação à nova vida será difícil para as famílias de Chã, daí a necessidade de medidas de sustentabilidade, emprego e habitação.

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